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domingo, 01 de agosto de 2021
Educação

Escola Municipal de Ibaté realiza evento para marcar o Dia da Consciência Negra

29 Nov 2018 - 07h26Por Redação
Escola Municipal de Ibaté realiza evento para marcar o Dia da Consciência Negra - Crédito: Divulgação Crédito: Divulgação

Com o intuito de despertar em seus alunos a consciência da igualdade étnico-racial e como forma de compreender a história do povo africano, os professores da Escola Municipal de Ensino Fundamental “Vera Helena Trinta Pulcinelli”, em Ibaté, vêm, ao longo do ano, trabalhando a história do Brasil com ênfase nas questões relacionadas ao histórico opressor do colonizador para com os negros trazidos da África como escravos.

Isso fez com que as crianças se conscientizassem para a realidade nacional de discriminação e preconceito que as chamadas “minorias” sofrem atualmente.

A Diretora Sandra Corneta, a Coordenadora Osmara Barbano, os professores e alunos aproveitaram o mês de novembro, quando é celebrado o Dia Nacional da Consciência Negra, para expor seus trabalhos e, principalmente, suas ideias à comunidade.

Com este projeto, os professores despertaram nos alunos a consciência de aceitação e tolerância, para aceitar as diferenças. O objetivo é desenvolver nos estudantes atitudes de respeito às diferenças raciais e à contribuição que estas diferenças proporcionam na construção da convivência social do povo brasileiro

Na noite da terça-feira (20), os alunos realizaram exposição de maquetes e murais na apresentação dos trabalhos “Máscaras Africanas”, “Adinkra”, “Celebridades”, “Jogos Africanos”, “Ndebeles”, “Pintura em Telas Capoeira”, “Griô ou Griot”, “Histórias: A Ovelhinha Preta, Obax, A Menina e o Tambor, Bom Dia Todas as Cores, Bruna e a Galinha d’ Angola, Menina Bonita do Laço de Fita, Baobá e seus Mistérios, “Fauna e Flora Africana” e “Arte Africana no Brasil”; apresentações africanas para falar sobre a geografia e a cultura da África e seus reflexos na história do Brasil, exposição de objetos e vestimentas originários de Moçambique, sobre o povo africano, seus costumes, lutas e contribuições.

Neste dia também, os convidados assistiram diversas apresentações sobre o tema: Musical realizada pelo Projeto Clave de Sol, oferecido pelo Governo do Estado de São Paulo, Secretaria da Cultura e Raizen, com crianças da Unidade Escolar tocando flautas, de danças que desenvolveu um trabalho interdisciplinar estimulando o ritmo, a coordenação motora e a valorização da cultura popular além de representar situações que lembram o tempo da escravidão e levando a comunidade a sentir “na pele” o sofrimento de ter sua liberdade cerceada e um DESFILE valorizando a cultura afro com modelos e alunos patrocinados pela profissional Fernanda Inácio Cabelo e Beleza de Ibaté, e fechando este dia, a todos os presentes, foi entregue uma boneca africana “Abayomi” confeccionada por professores e alunos.

A Unidade Escolar apresentou durante a semana aos alunos apresentação de Percussão e Capoeira do Centro Cultural Ana Ponciane Marques.

A coordenadora Osmara relata que o tema “Consciência Negra” é abordado a tempos e que é gratificante ver os professores estimulando novos debates sobre o assunto, desenvolvendo de forma lúdica, o respeito e a alegria de se viver um mundo de diversidades.

Segundo a Diretora Sandra Corneta, “A ideia é promover a história, sensibilizar a comunidade e a reflexão sobre a cultura afro-africana e indígena na escola, já que a escola é um espaço privilegiado para a transformação da relação de descompasso existente entre a representação do Brasil como um país multicultural”, disse.

Comemorado no Brasil em 20 de novembro, o Dia da Consciência Negra é dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira. A data foi escolhida por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695. “O Dia da Consciência Negra lembra a resistência do negro à escravidão, desde o primeiro transporte forçado de africanos para o Brasil em 1594”, comentou a diretora.

O prefeito José Luiz Parella (PSDB) enfatizou a importância de respeitar as pessoas, independente de raça. “Não podemos deixar de discutir e trabalhar este tema tão importante para a sociedade em sala de aula, mostrar para os nossos alunos a importância de respeitar o próximo, independentemente de cor ou condições sociais”, finalizou o chefe do Executivo.

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