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quarta, 21 de abril de 2021
Abertos - Ciclismo olímpico

Santos é desclassificada no masculino e dá ouro a Indaiatuba

18 Nov 2018 - 09h27Por Redação
Santos é desclassificada no masculino e dá ouro a Indaiatuba - Crédito: Divulgação Crédito: Divulgação

Equipe masculina do litoral teve o melhor tempo na prova, realizada na manhã deste sábado, mas um dos ciclistas não cruzou a linha de chegada; São José dos Campos levou a prata no masculino e o ouro no feminino

A equipe de Ciclismo de Velocidade Olímpica (VO) de Santos terminou a prova com o melhor tempo (44seg713mil) na manhã deste sábado, 17, durante a 82ª edição dos Jogos Abertos do Interior, em São Carlos. Entretanto, um dos atletas que compõem o trio não cumpriu o regulamento e a cidade foi desclassificada da prova, dando o ouro a Indaiatuba, que fez o segundo melhor tempo (47seg823mil).

“Sabíamos que seria muito difícil vencer a equipe de Santos, especialista nesse tipo de prova, e quando vimos que estávamos em segundo lugar, já consideramos uma vitória por conta até da habilidade de nossos atletas, que são meio fundistas e geralmente fazem provas mais longas”, revelou o coordenador da equipe de Indaiatuba, Armando Camargo.

A prova de velocidade olímpica é disputada por equipes de três ciclistas que largam juntos, mas se revezam na velocidade para concluir o percurso de 750 metros. Embora cada atleta só precise acelerar em um trecho específico da prova, todos devem cruzar a linha de chegada. E na equipe de Santos, um dos atletas que já tinha cumprido seu tempo, deixou o trajeto antes de concluir o percurso e cruzar a linha de chegada.

“Às vezes o atleta fica tão concentrado no trecho dele, que acaba se esquecendo dessa regra importante, por isso reforçamos isso a todo momento com o Endrigo, inclusive na largada ainda falamos: ‘Endrigo, não se esqueça de cruzar a linha de chegada”, relatou o coordenador da equipe de Indaiatuba, que treina de 400 a 500 quilômetros por semana com a equipe, composta também pelo próprio Endrigo da Rosa Pereira e Wolfgang Hipólito, ambos atletas da seleção brasileira.

Para ele, o incentivo que recebem faz toda diferença. “Nossa prefeitura acredita nos benefícios do esporte não só para saúde, mas para o lazer e até para a educação, temos várias crianças iniciando na cidade, e sabemos que se não tiver educação, não somos nada. Eles sempre nos incentivam e isso é muito bom”, registrou.

Com uma diferença de milésimos de segundos, São José dos Campos levou a medalha de prata com um tempo de 47seg858mil no masculino e Ribeirão Preto ficou com o bronze, concluindo a prova em 48seg890mil.

EXPERIÊNCIA ARGENTINA

Composta pelo argentino Francisco Chamorro, pelo brasileiro Flavio Cardoso e pelo brasileiro filho de argentino Juan Amarilla, a equipe de São José dos Campos sempre leva a experiência argentina para as pistas brasileiras.

O técnico Francisco Manzo, que também é da Argentina, avaliou como muito positivo o desempenho do trio. “O maior desafio para o atleta é manter a concentração para saber o que vai fazer, porque é uma prova muito curta. E nossa equipe conta com um novo atleta, de 16 anos, junto com a equipe adulta, então considero o resultado muito bom”, celebrou.

Manzo começou a competir em 1979 aos cinco anos. Veio para o Brasil em 1995 a convite do município de Assis, por onde competiu durante dois anos. Encerrou a carreira em 2007 por Pindamonhangaba e há sete anos é o diretor técnico da equipe de São José dos Campos. Segundo ele, os atletas adultos treinam de segunda a segunda, quatro horas por dia. Já para os jovens, o treino é um pouco menos intenso.

Juan Amarilla, de 16 anos, começou a treinar ainda criança pelo Projeto Atleta Cidadão, desenvolvido em São José dos Campos. “Meu pai é argentino, foi atleta profissional na Seleção da Argentina e veio para o Brasil correr, onde formou nossa família. E desde pequeno sempre gostei de bicicleta, aprendi com ele”, falou.

Em julho deste ano, a equipe principal começou a indicá-lo para integrar o trio. “Eles disseram que eu estava forte, treinando bem para pista. A especialidade do meu pai é essa, então eles viram que eu estava aprendendo com ele, e me chamaram”, falou o jovem, que vai participar do Campeonato Brasileiro de Pista com a equipe em dezembro próximo.

Para Amarilla, além do incentivo do pai, o Projeto Atleta Cidadão fez toda diferença em sua formação. “Acho que é um bom caminho para direcionar os jovens. Mesmo que não se tornem atletas profissionais, é um caminho para uma boa qualidade de vida. Se no futuro eles se tornarem atletas de ponta é uma consequência, mas o importante mesmo é dar essa oportunidade para os jovens da cidade”, comentou o jovem que sonha em ir para as Olimpíadas. “Acho que esse é o sonho de todo atleta”, finalizou.

FEMININO

Além de levar a medalha de prata no masculino, São José dos Campos conquistou o ouro no feminino, onde a equipe é de duas ciclistas. Tatielle Valadares de Sousa e Luciene Ferreira da Silva concluíram com menor tempo o percurso de 500 metros. Santos levou a prata e Rio Claro ficou com o bronze.

Para Luciene, a vitória se deve ao treino diferenciado da equipe. “Todos os dias fazemos treino com os meninos, que nos colocam em dificuldade a todo momento, fazemos cerca de 10 tiros, então viemos para essa prova com bastante preparo em termos de treinamento, dedicação diária e comprometimento com a nossa equipe. Essa foi nossa rotina durante cerca de 30 dias para chegar a esse resultado que foi maravilhoso”, contou.

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