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sábado, 08 de agosto de 2020
Heroínas, pilares, portos seguros...

Conheça o “Mamães de Plantão”, um grupo de guerreiras dos lares

13 Jul 2020 - 08h09Por Marcos Escrivani
Conheça o “Mamães de Plantão”, um grupo de guerreiras dos lares - Crédito: Divulgação Crédito: Divulgação

Segure o fôlego e contenha a emoção. Imagine mamães de todas as idades, credos e raças reunidas para defender sua prole em um grupo. Rainhas dos lares, guerreiras e leoas, pois quando mexem com suas crias, é como “cutucar a fera” com varas curtas.

Enfim, matriarcas das mais variadas idades que carregam, além do dom da maternidade, a solidariedade, o companheirismo e o amor ao próximo.

Onde estaria tudo isso? Acreditem! Aqui em São Carlos. Assim é o grupo de WhatsApp “Mamães de Plantão”, criado em 2015 pela empresária Amanda Bertolino Fermino, 30 anos, e mãe dos pequenos Gabriel (6 anos) e João Pedro (3 anos).

O grupo tem hoje 257 mamães que são “pau para toda obra”. Além de são-carlenses, tem participantes de toda a região e até do Rio de Janeiro.

“Quando criei o grupo, todas eram administradoras e aberto a todas às mamães. Ali é um local de desabafo, de compartilhar de assuntos de interesse das mamães e de comentarmos as necessidades. Mas também tem muitos gestos de generosidade e solidariedade”, disse Amanda.

Mas, com o passar dos anos o interesse foi tanto (paralelo a rotatividade de mães – algumas querendo entrar e outras que saiam), o grupo criou até uma página no Facebook onde as interessadas podem fazer parte (basta acessar o link https://www.facebook.com/groups/3168292989952894/?ref=share). “Todas são aceitas com muito carinho. São mamães, são guerreiras”, disse a empresária.

GUERREIRAS, LUTADORAS, MAS... SOLIDÁRIAS

Hoje, o “Mamães de Plantão” é referência nas redes sociais. Além de mamães, as integrantes são “investigadoras” natas e quando preveem que uma companheira prestes a dar à luz encontra-se em dificuldade ou então um bebê (ou criança) passa por alguma necessidade, vestem-se de Supergirl ou Wonder Woman e, literalmente, colocam a “mão na massa” e buscam o mais supremo gesto que a humanidade revelou: “o amor ao próximo”. Ainda mais quando são indefesas criaturas provenientes de um gesto de amor.

Foi assim que surgiram grupos de apoio formados pelas mamães, que passaram a ser solidárias. O exemplo mais recente foram os casos dos de Yago Manoel (rifa) e Maria (charreata).

“Foram histórias de superação, onde bebês guerreiros mostraram amor à vida. A luta deles comoveu as mamães e formaram-se grupos de apoio. Buscamos recursos para comprar leite, enxoval, fraldas. Enfim: dar conforto e amparo para as famílias e um carinho especial, com direito a muito amor para os nenês”, disse a emocionada Amanda. “No grupo há mais de 200 mamães que não se conhecem. Mas asseguro que é um grupo onde as palavras chaves são amor e solidariedade”, pontuou.

REGRA É O AMOR

Amanda faz questão de dizer que o “Mamães de Plantão” tem como filosofia ajudar quem necessita. Principalmente as mamães. “Nossa regra é o amor. O grupo discute opiniões 24 horas por dia. É uma amizade bacana que se formou ao longo dos anos. Pode ser durante o dia ou até mesmo na madrugada, quando muitas companheiras acordam e amamentam seus filhos”, explicou. “Muitas vezes nós temos necessidades. Então conversar e trocar experiências é fundamental”.

Porém, quando o bate-papo vai para o lado solidário, quando uma das integrantes tomam conhecimento que uma mamãe e/ou bebê necessita de ajuda, as guerreiras não pensam duas vezes.

“Somos sensíveis e nos comovemos até com facilidade. Arregaçamos às mangas e vamos à luta. Procuramos ajudar através de ações sociais e doações. Isso o ano todo. Acredito que a cada ajuda é uma realização plena”, assinalou.

DEPOIMENTOS

O “Mamães de Plantão” tem ainda o seu “cantinho de depoimentos”. Aquelas prestes a dar à luz e aquelas que passaram por esta etapa da vida. Através de relatos emocionados, deixam seu depoimento no grupo ou na página no Facebook.

Um dos relatos, o São Carlos Agora teve acesso. Justamente o segundo filho de Amanda, João Pedro, que nasceu em 2017. “Foi um momento delicado em minha. Passei por complicações. Pedi para que as mamães rezassem. Há ainda relatos de mamães em marido. Outra que estourou repentinamente e pediu ajuda. Uma amiga que estava indo para a maternidade e pediu conselhos e desabafou. São histórias comoventes”, disse.

RELATOS

AMANDA/JOÃO PEDRO

Feito em 2017, com o coração, abaixo o relato da chegada de João Pedro, segundo filho de Amanda. Muita emoção e carinho de uma mamãe extremamente amorosa:

“Hoje 7 dias após um dos dias mais emocionantes da minha vida...

Vim compartilhar minha alegria e a gratidão eterna que terei a Deus e Nossa Senhora de Fátima, que intercedeu por mim e pelo meu filho!

Dia 08/06/17 às 11:06 vindo de parto normal (isso mesmo NORMAL) tudooo como Deus preparou, do jeitinho mais emocionante, de um jeito que na verdade nunca imaginei e nem me preparei pra isso.

Quem me conhece sabe, que nunca em minha vida quis um parto normal, sempre tive mto medo, uma aflição. Nem se quer ler sobre o assunto tinha lido...

Até uma semana antes dele nascer estava tudo certo pra cesária, assim como foi do meu primeiro filho, mas no último acabamos descobrindo algum probleminha no coraçãozinho dele. Algo que Deus nos permitiu ver.

Agradeço muito ao Dr. Francisco (Clinica Dr. Doris), pois ele conseguiu ver algo que até os médicos que passei disseram que seria algo imperceptível num ultrassom!

E depois disso, a maiorias dos médicos que fui examinada disseram que o melhor seria o parto normal, por causa da anestesia (que acaba diminuindo a frequência cardíaca do bebe) e não sabíamos exatamente o que ele tinha.

Ouvi tanta coisa. Que ele poderia nascer azul, com alguma síndrome, que ele poderia não aguentar uma transferência pra Ribeirão (pois aqui não tem centro de cardiopatia). Enfim, sofri tanto por antecedência. Mas estava confiante, minha fé estava mais forte que nunca. Claro que teve horas (muitas vezes) que eu desabava, pois mais que temos fé, tem dias que nos vemos fracas e incapazes.

Mas uma coisa eu digo: CONFIE E ESPERE NO SENHOR! Ele sabe de tudo e temos que aceitar os planos de Deus!

Pois bem: fiquei uma semana internada com suposta bolsa rota, pois estava perdendo líquido. Esperando uma transferência pra um hospital que tivesse um centro especializado em cardiologia, mas não conseguiram vaga!

O medo então foi aumentando. Há três dias internada, com 4 cm de dilatação, contrações iam e voltava.

Até que resolveram fazer a cesária por conta do líquido e da bolsa que estava vazando e já estava sem o tampão, correndo um risco altíssimo de uma infecção hospitalar e a dilatação não aumentava!

Faria então no dia seguinte logo pela manhã.

Chegou o tão esperado grande dia. (08/06)

O dr. Humberto passou às 8h30 e disse que entre 9h30 e 10h ia fazer a cesária.

Não via a hora. Já estava com 39 semanas e 5 dias. Aquela angústia, ansiedade. Uma mistura de sentimentos.

Foi então que meu pequeno resolveu vir ao mundo do jeito dele. Comecei a ter contrações fortes e começou acelerar. às 9h20 comecei a ter 4 em 10 minutos.

Dra. Cinthia que estava de plantão no dia chegou com toda atenção e fez o toque. Estava com 8 cm e ela olhou bem pra mim e disse: Você está com tudo pra ter normal.

Naquela hora não sabia o que pensar.

Na verdade, só pensava na vida do meu filho e no que era melhor pra ele.

Foi aí que enfrentei todos os meus medos e resolvi tentar.

Tenho que citar o meu marido (Marcos Fermino) que ficou todo o tempo do meu lado, me apoiando, incentivando. Coisas que sempre a gente brincava que ele jamais teria paciência em viver isso. E ele sim me surpreendeu: fez massagem, falava palavras pra dar mais força. E sim, eu consegui! Totalmente natural, sem indução nenhuma!

E às 11h06 meu príncipe chega ao mundo! Com 50cm e 3.350kg, graças a Deus, lindo e saudável.

Ele conseguiu uma transferência pro HC Ribeirão pra fazer os exames e ficou 6 dias internado.

É sim, meu milagre, graças ao Bom Deus. Não precisará de cirurgia. Está super bem. Não precisou se quer tomar algum medicamento!

Resumi muita coisa, pois se não ficaria até amanhã escrevendo... kkk

Quis compartilhar com vocês, pois por mais difícil que seja, por mais medo que vocês tenham, CONFIEM EM DEUS! Ele mostrará o quão poderoso És!

Tenho tantas pessoas envolvidas pra agradecer que de alguma forma me ajudaram, me apoiaram, fizeram orações no nosso nome, que não tem como colocar o nome de todos mas serei imensamente grata!

As mães do nosso grupo - Mamães de Plantão -, que foram mães que estiveram em oração e se preocuparam muito com agente a todo momento!

Aos médicos e a enfermeiras da Maternidade que nessa semana internada me deram toda a atenção e cuidado!

E a minha família. Sem vocês, não sei o que seria de mim!

--

BRUNA/ISABELA

A chegada de Isabela trouxe muita emoção para a mamãe Bruna Moura, 26 anos, revendedora Natura. A pequena nasceu no dia 8 de abril de 2019 e o planejamento para que a pequena chegasse ao lar, foi feito com carinho. Mas nos meses que antecederam o tão esperado anúncio da gravidez, a gestação e enfim, o nascimento, foi uma mistura de emoções.

Para marcar a chegada da pequena são-carlenses, a mamãe coruja Bruna fez um relato na época. E também revelado aos leitores do SCA:

Decidimos engravidar no ano de 2019. Então no ano de 2018 fui a minha médica fazer todos os exames para ver se estava tudo ok, para logo começar as “tentativas”.

Em maio de 2018 parei o remédio e a ansiedade quase nos deixa loucos.

Chegou o Dia dos Pais e me lembro muito que naquele final de semana eu só chorava. Queria estar grávida para surpreender meu marido no seu dia, mas minha menstruação veio normal.

No final de setembro passei muito mal. Ainda comentei com meu marido: ou estou grávida ou estou doente (kkk). Ele comprou um teste, mas só fui fazer no outro dia de manhã, achando que não estava grávida, pois minha menstruação estava em dia.

Enfim fiz o teste e deu positivo. Não acreditei (kkk). Meu marido comprou outro teste e o mesmo resultado. Ficamos felizes, marquei médico, fui fazer ultrassom.

No ultrassom outro susto: já estava grávida de três meses (chorei atoa no Dia dos Pais. Estava grávida e nem sabia). Saímos do ultrassom com o resultado garantido que iríamos ter um menino e passados dois meses fomos fazer outro ultrassom e mais uma surpresa: na verdade íamos ter uma menina. Tomamos um susto pois já tínhamos ganhado muita coisa de menino, mas ficamos felizes e começamos a planejar a vinda da nossa princesa!

Tudo é no tempo de Deus!

Conheci o grupo de Mamães de Plantão assim que descobri a gravidez, através de uma amiga que está no grupo também!

O grupo já me ajudou e ajuda demais com as dicas. Não fico sem o grupo. Até meu marido fala pra perguntar as coisas que temos dúvida no grupo de mães (kkk).

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