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quinta, 14 de maio de 2026
Tributação

CIESP São Carlos critica fim da "taxa das blusinhas"

Setor industrial defende isonomia, enquanto plataformas falam em volta do poder de compra, gerando mais uma polêmica

14 Mai 2026 - 19h18Por Da redação
Encomendas  - Crédito: Agência Brasil Encomendas - Crédito: Agência Brasil

A Diretoria Regional do CIESP (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) está criticando a decisão do governo federal de zerar o imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, conhecida como “taxa das blusinhas”.

“O CIESP vê com muita preocupação essa decisão do Governo Federal de extinguir a chamada ‘taxa das blusinhas’, porque ela cria uma concorrência extremamente desigual entre as empresas brasileiras e as plataformas estrangeiras de comércio eletrônico”, afirma o diretor regional Paulo Giglio.

Giglio destaca que, hoje, a indústria e o varejo nacional enfrentam uma carga tributária elevada, juros altos, custos trabalhistas, exigências regulatórias e uma série de obrigações que fazem parte do ambiente de negócios no Brasil. “Quando o governo retira a tributação das remessas internacionais de até 50 dólares, ele acaba dando um tratamento favorecido para empresas estrangeiras, enquanto quem produz aqui continua pagando a conta”.

Segundo ele, isso tem impacto direto nos empregos, principalmente na indústria e no comércio. “Estamos falando de empresas brasileiras que geram renda, investem nas cidades, contratam trabalhadores e movimentam a economia local. Quando esse equilíbrio é quebrado, existe um risco real de perda de competitividade e enfraquecimento da produção nacional”.

Giglio ressalta que o CIESP não defende privilégio para ninguém. “O que defendemos é uma concorrência justa. Se a empresa brasileira paga impostos, cumpre regras e gera empregos aqui, o mínimo esperado é que os produtos importados tenham condições tributárias equivalentes”.

Ele diz ainda que o Brasil precisa fortalecer sua indústria, ampliar a competitividade e estimular investimentos. “Medidas que aprofundam a desigualdade tributária acabam prejudicando justamente quem produz e trabalha no país.”

POLÊMICA – A alteração na tributação provocou reação imediata de entidades da indústria, do varejo e das plataformas de comércio internacional. A medida foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e passou a valer ontem, quarta-feira (13), mantendo apenas a cobrança de 20% do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), tributo estadual, sobre as encomendas.

Em nota, a Confederação Nacional da Indústria afirmou que a medida cria uma vantagem para fabricantes estrangeiros em detrimento da produção nacional. A entidade declarou que a decisão representa “uma vantagem concedida a indústrias estrangeiras em detrimento do setor produtivo nacional”.

A CNI avalia que o impacto será maior sobre micro e pequenas empresas e poderá provocar perda de empregos.

 

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