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segunda, 21 de setembro de 2020
Saúde

Pesquisa mostra que 15% dos brasileiros sofrem com dor de cabeça

Pesquisa mapeou o impacto na vida social, nos relacionamentos amorosos e no trabalho

10 Ago 2020 - 13h15Por Divulgação
Pesquisa mostra que 15% dos brasileiros sofrem com dor de cabeça - Crédito: Christian Erfurt Crédito: Christian Erfurt

Muitas pessoas passam horas procurando o melhor tratamento de dor de cabeça. Essa é uma doença que afeta muitas pessoas, com menor ou maior intensidade. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a dor de cabeça é a sexta doença mais incapacitante do mundo segundo. No Brasil, um estudo promovido pela Novartis em parceria com a Aliança Europeia para Enxaqueca identificou que 15% dos brasileiros sofrem com dor de cabeça.

Ainda de acordo com o levantamento, 72%  crises impactam nos relacionamentos amorosos. Outro dado assustador é que a dor de cabeça atingiu a vida sexual de 56% dos entrevistados. Foram entrevistadas 11 mil pessoas, no segundo semestre de 2019, que sofrem com enxaqueca em 31 países, incluindo o Brasil, com participação de 851 pacientes.

Um importante lembre é que a enxaqueca não deve ser confundida com as dores de cabeças típicas de outras doenças. A enxaqueca é uma doença primária, de causa hereditária, marcada pela frequência constante. De acordo com estudos recentes, as únicas patologias aliadas a ela são problemas tão preocupantes quanto, como depressão e ansiedade.

Segundo Mario Peres, médico neurologista da Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBC), a enxaqueca “trata-se de uma doença complexa que envolve várias áreas do cérebro e tem como manifestação predominante a dor de cabeça. Pode variar em gravidade, com sintomas que vão desde dores de cabeça até náuseas, vômitos, sensibilidade à luz e odores”.

De acordo com o estudo promovido mundialmente, a maioria dos afetados têm de 25 a 45 anos. Após os 50, a taxa tende a diminuir, principalmente em mulheres. Quando se trata de crianças, ocorre em 3% a 10%, afetando igualmente ambos os sexos antes da puberdade.

Após essa fase, o predomínio é no sexo feminino. Entre as mulheres, o problema chega a até 25%, mais que o dobro da prevalência entre os homens, segundo o Ministério da Saúde.

De acordo com o médico e membro titular da Academia Brasileira de Neurologia , Marcelo Ciciarelli, a pessoas que sofre de enxaqueca "tende a procurar repouso em um lugar mais calmo, silencioso e com menos luz. O ambiente de trabalho, na maioria das vezes, não é assim. Os ambientes de lazer, de estudos, também não. Então, a doença acaba tirando a pessoa do convívio social, acadêmico e profissional”, afirma.

 

 

 

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