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quarta, 28 de janeiro de 2026
Não Aceita O Fim

Motorista é atacado por ácido pela ex-companheira em ponto de ônibus na região

Vítima de 50 anos afirmou em entrevista que a mulher, com quem manteve relacionamento por nove meses, não aceita o fim da separação; ataque com soda cáustica ocorreu na Vila José Bonifácio

26 Jan 2026 - 21h17Por Flávio Fernandes
Motorista é atacado por ácido pela ex-companheira em ponto de ônibus na região - Crédito: Foto: Flavio Fernandes/São Carlos Agora Crédito: Foto: Flavio Fernandes/São Carlos Agora

Um motorista de ônibus de 50 anos, que preferiu não se identificar contou como foi o ataque com substância ácida enquanto trabalhava na manhã da última sexta-feira (23), no bairro Vila José Bonifácio, em Araraquara.

A suspeita é a ex-companheira de 49, que não aceita o fim do relacionamento, mantido por cerca de nove meses. Em entrevista, a vítima informou que realizava normalmente o trajeto da linha quando parou o ônibus em um ponto da Avenida Padre Francisco Salles Coulturato (36).

 

“Eu estava fazendo a rota normal. Parei no ponto e não sei de onde ela surgiu. Quando abri a porta, ela jogou o produto químico no meu rosto. Na hora, eu não enxerguei mais nada”, relatou.

 

 

De acordo com a Polícia Militar, três homens aparentando ser moradores de rua sinalizaram pedindo parada no ponto, mas não chegaram a embarcar. No momento em que o motorista abriu a porta para atender, a ex-companheira se aproximou portando uma garrafa térmica e arremessou contra uma substância ácida, atingindo braços, pernas e principalmente nos olhos.

Após o ataque, a mulher fugiu a pé pela Rua Tupi, no sentido Centro e descartou o recipiente no canteiro de flores de uma residência. O homem afirmou que só não teve consequências mais graves, graças à ajuda imediata de pessoas que estavam próximas e mesmo com os machucados tenta se recuperar.

Funcionários de um estabelecimento e passageiros jogaram água corrente sobre o rosto e o corpo da vítima para tentar neutralizar o efeito da substância. “Se não tivessem jogado água na hora, eu poderia ter ficado cego”, disse.

O motorista foi socorrido pela UR (Unidade de Resgate) do Corpo de Bombeiros e encaminhado à Santa Casa, onde recebeu atendimento médico e passou por avaliação oftalmológica. Essa não foi a primeira agressão cometida pela suspeita que anteriormente no TCI (Terminal Central de Integração), já teria jogado água sanitária no ex-companheiro, motivada por ciúmes.

O motorista contou que o relacionamento durou cerca de nove meses e que os episódios de violência se intensificaram, após a decisão pela separação. “Ela não aceita o fim. O ciúme foi aumentando, ela começou a ligar no meu trabalho, questionar horários, surtar”, afirmou.

Ainda conforme o depoimento, a mulher também teria provocado um incêndio na residência onde moravam, ao deixar o gás vazar e atear fogo no imóvel. “Eu quase não consegui sair do quarto. Quebrei a porta para escapar”, contou.

Todos os episódios, segundo ele, foram registrados em boletins de ocorrência e até o momento nem o celular e documentos a ex-companheira devolveu. Ela também, tem usado o aparelho para atacar a vítima nas redes sociais. 

Imagens de câmeras de segurança mostram a mulher usando camiseta vermelha e calça preta, parcialmente escondida em um auto center, antes de se misturar aos passageiros e atacar o motorista. Após a agressão, ela foge tranquilamente pela via e em seguida, passa a correr em direção à Rua Tupi.

O caso foi registrado em boletim de ocorrência no Plantão Policial como lesão corporal e a Polícia Civil investiga o crime, além de apurar a possível participação dos três homens que estavam no ponto de ônibus no momento do ataque.

Abalado, o motorista fez um apelo para que a situação seja interrompida. “Isso precisa acabar. Se ela continuar solta, vai fazer de novo. Ninguém merece passar por isso”, concluiu.

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