Crédito: SCAA morte de Petrúcio Alves dos Santos Júnior, de 27 anos, cujo corpo foi encontrado no último fim de semana em uma estrada de terra nas proximidades do trevo da Fazenda Yolanda, às margens da Rodovia Lourenço Inocentini (estrado do Broa), segue cercada de mistério e com poucas pistas concretas.
O caso, que já havia sido divulgado inicialmente como homicídio, ganhou novos desdobramentos após manifestação do delegado João Fernando Baptista, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São Carlos, responsável pela apuração.
Segundo o delegado, este é o primeiro homicídio registrado no ano na cidade e, até o momento, a investigação enfrenta dificuldades devido à falta de informações.
“Infelizmente, até agora temos muito pouca informação a respeito desse caso. A equipe foi acionada logo pela manhã após a localização do corpo”, afirmou.
O corpo da vítima apresentava sinais de extrema violência, com lesão na cabeça — possivelmente causada por disparo de arma de fogo — e estava parcialmente carbonizado da cintura para baixo. Próximo ao local, foram encontrados objetos pessoais, como documentos, cartões e pertences, o que levanta questionamentos sobre a dinâmica do crime.
De acordo com o delegado, tudo indica que o assassinato ocorreu no próprio local onde o corpo foi encontrado.
“Ao que tudo indica, ele foi assassinado ali mesmo”, destacou.
As investigações também revelaram que Petrúcio estava há pouco tempo em São Carlos, desde dezembro. Ele havia passado por cidades como Osasco e São Paulo antes de se mudar. Recentemente, tinha iniciado em um novo emprego há apenas dois dias.
Familiares e a companheira da vítima foram ouvidos pela polícia. Eles relataram que o jovem era portador de esquizofrenia, mas não costumava sair de casa. Na sexta-feira anterior ao crime, ele deixou a residência com alguns pertences e não foi mais visto.
“Ele saiu aparentemente normal e, desde então, não deu mais notícias”, disse o delegado.
Outro ponto que dificulta o avanço das investigações é a ausência de testemunhas, câmeras de segurança e contatos próximos que possam ajudar a reconstituir os últimos passos da vítima.
“É muito difícil traçar uma linha de investigação neste momento. Tudo isso será apurado ao longo dos próximos dias”, completou Baptista.
A hipótese de desova de corpo, inicialmente considerada, perdeu força diante dos indícios levantados pela perícia.
A DIG segue à frente do caso e pede a colaboração da população. Informações que possam ajudar na investigação podem ser repassadas de forma anônima pelo telefone (16) 3374-1596. O sigilo é garantido.





