UFSCar - A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) registrou avanços expressivos na Avaliação Quadrienal 2021–2024 da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), principal instrumento de aferição da qualidade da pós-graduação no Brasil. Os resultados mostram crescimento da Instituição em diferentes áreas do conhecimento e em todos os seus campi, além da ampliação do número de programas classificados como de excelência.
Ao todo, 57 programas de pós-graduação da UFSCar foram avaliados. Desse total, 20 programas (35%) elevaram o conceito em relação à avaliação anterior, 29 (51%) mantiveram a nota e apenas oito (14%) apresentaram queda. Um dos destaques foi a consolidação de 10 programas nos conceitos 6 e 7, patamares que indicam excelência acadêmica e reconhecimento internacional.
Nesta edição, passaram a integrar o grupo de excelência os programas de pós-graduação em Genética Evolutiva e Biologia Molecular, Engenharia de Produção e Engenharia Civil. Além disso, programas que já se destacavam atingiram a nota máxima da avaliação: os Programas de Pós-Graduação em Sociologia e em Psicologia, ambos com conceito 7.
Os avanços se distribuíram amplamente pela Universidade. Sete dos oito Centros da UFSCar tiveram programas com aumento de conceito, abrangendo cursos dos campi de São Carlos, Araras, Sorocaba e Lagoa do Sino. Ao todo, 18 programas da Instituição alcançaram o conceito 5, considerado de excelência nacional. A lista completa dos resultados preliminares está disponível em https://bit.ly/avaliacao-capes-ufscar.
Para o pró-reitor de Pós-Graduação da UFSCar, Rodrigo Constante Martins, os resultados refletem também o processo de consolidação de programas mais jovens. Segundo ele, a manutenção dos conceitos deve ser valorizada, especialmente em um cenário competitivo. “Praticamente 50% dos nossos programas têm menos de 15 anos de existência e muitos estão em seu segundo ou terceiro ciclo avaliativo. A manutenção dos conceitos quatro e cinco, nesse contexto, é uma conquista extremamente importante”, avalia.
Martins também ressalta que o período avaliado foi marcado por desafios significativos, como cortes no financiamento da ciência e tecnologia entre 2021 e 2022 e os impactos da pandemia de Covid-19. “Esses fatores afetaram diretamente a rotina universitária, as pesquisas, os trabalhos de campo, os laboratórios e a formação dos estudantes”, afirma.
De acordo com o pró-reitor, estratégias institucionais tiveram papel decisivo no desempenho dos programas. Ele cita iniciativas como o Projeto de Extensão na Pós-Graduação e o Programa Capes PrInt, que estimularam grandes projetos institucionais e ações interdisciplinares. “Os melhores resultados estão associados a esforços coletivos, mais do que a trajetórias individuais voltadas apenas à produção bibliográfica”, destaca.
Outro marco apontado pela gestão é a ampliação da excelência acadêmica em toda a estrutura multicampi da Universidade. “Pela primeira vez na história da UFSCar, temos programas com conceito 5 em todos os campi. Isso amplia o impacto social da Universidade e fortalece a formação e a produção de conhecimento em diferentes territórios”, ressalta Martins.
A reitora da UFSCar, Ana Beatriz de Oliveira, avalia que os resultados reafirmam a maturidade da pós-graduação da Instituição. “Ampliamos nossos programas de excelência e avançamos em diferentes áreas e campi, mesmo em um período de restrições orçamentárias e dos efeitos da pandemia. Esse desempenho demonstra a resiliência da Universidade e o compromisso com uma pós-graduação pública, inclusiva e de reconhecimento nacional e internacional”, afirma.
Segundo a reitora, os dados também evidenciam a importância de políticas públicas estruturadas para o fortalecimento da ciência. “A Capes e programas como o Capes PrInt são pilares centrais desse processo, contribuindo para a soberania científica do País”, conclui.
Os resultados divulgados pela Capes ainda são preliminares. A Pró-Reitoria de Pós-Graduação da UFSCar acompanhará os programas que tiveram redução de conceito para avaliar a possibilidade de pedidos de reconsideração. Nos casos de programas em rede, as discussões já estão sendo conduzidas pelas coordenações sediadas em outras instituições.





