Os manifestantes gritaram palavras de ordem e usaram cartazes para protestas contra o governo municipal - Crédito: SCAUm grupo de mais de 500 grevistas promoveu, na manhã desta segunda-feira, 13 de abril, uma caminhada até a Prefeitura Municipal de São Carlos. Com gritos e músicas de protesto e cartazes com frases de ordem, os grevistas, comandados pelo SINDSPAM (Sindicato dos Servidores Municipais e Autárquicos de São Carlos), reivindicam que o governo municipal volte a negociar com nova proposta.
A Prefeitura recebeu uma comissão de grevistas para ouvir suas demandas. O grupo se reuniu primeiramente na Praça dos Voluntários, depois subiu a Avenida São Carlos até a Rua Sete de Setembro, onde virou à esquerda e novamente fez isso na esquina com a Rua Episcopal. No local, enquanto a comissão negociava, a música e os discursos de lideranças políticas e sindicais continuaram até que, por volta das 11h30, o movimento se dispersou. Uma das líderes do movimento convocou o grupo para uma nova concentração na Praça dos Voluntários às 15h de hoje.
“Vejo com muita satisfação a adesão de boa parte do funcionalismo à greve. Temos várias lideranças e vários vereadores apoiando nosso movimento. Esperamos que a Prefeitura nos chame para conversar sobre nossas reivindicações”, comenta ele.
AUDIÊNCIA NA QUINTA-FEIRA – Está marcada para quinta-feira, 16 de abril, ainda sem horário definido, uma audiência do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo para avaliar a greve e tentar chegar a uma conciliação entre as partes, a fim de chegarem a um acordo e encerrar a greve.
PARA ENTENDER A GREVE
O QUE OS TRABALHADORES REIVINDICAM
Os servidores reivindicam pelo menos 7% de aumento, que somaria os 3,81% do IPCA mais um reajuste real de 3,19%, além de outros benefícios.
O QUE A PREFEITURA OFERECEU
A Prefeitura ofereceu o IPCA de 3,81%. A cesta básica deverá ser substituída por um vale-alimentação no valor de R$ 400,00. O aumento é de R$ 1.200,00 para R$ 1.260,00. Como a reposição de 3,81% é obrigatória por lei, R$ 46,00 já são garantidos. Assim, a proposta prevê um reajuste real no ticket-refeição de R$ 14,00, além do descongelamento do tempo de serviço dos servidores, previsto em lei.





