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sexta, 02 de janeiro de 2026
Mobilidade urbana

Muller defende construção da nova rodoviária em regime de concessão

Projeto prevê que obras serão feitas pela iniciativa privada através de PPP e sem custos diretos para município; projeto já tem aval do COMDUSC e da AEASC, mas depende do sinal verde do Legislativo

02 Jan 2026 - 10h33Por Da redação
O projeto da nova rodoviária de São Carlos: as margens da Washington Luís com centro comercial e investimentos imobiliários  - Crédito: divulgaçãoO projeto da nova rodoviária de São Carlos: as margens da Washington Luís com centro comercial e investimentos imobiliários - Crédito: divulgação

O assessor do prefeito Netto Donato (PP), João Muller, afirmou esta semana, na emissora de rádio Universitária FM, durante o programa “Assunto do Dia”, que defende a construção de um novo Terminal Rodoviário por meio de um sistema de concessão com pagamento de outorga.

De acordo com fontes ligadas ao governo municipal, já tramita na Câmara Municipal, há um bom tempo, o projeto de lei que prevê a autorização de uma PPP (Parceria Público-Privada) para a construção do novo Terminal Rodoviário de São Carlos, o Rodoporto, às margens da Rodovia Washington Luís, bem próximo da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

Após o aval do Poder Legislativo, o edital de licitação da PPP poderá ser publicado para que as empresas interessadas na parceria se manifestem e a vencedora inicie os trâmites para a construção do Rodoporto.

O COMDUSC (Conselho de Desenvolvimento Urbano de São Carlos), em reunião realizada em abril do ano passado, aprovou, sem nenhum voto contrário, a localização e a modelagem de negócio do Rodoporto.

O presidente da AEASC, Laert Rigo, dá sinal verde para o projeto. “O Rodoporto, ou a nova rodoviária de São Carlos, é bem-vindo ao município, pois deverá melhorar a conexão entre cidades, trazer melhorias nos serviços de transporte coletivo interurbano, novos empregos e qualificação da área onde será construído. Mas caberá à sociedade fiscalizar e cobrar para que ocorra o sucesso do empreendimento. A AEASC solicita, desde o início, que a área da atual rodoviária continue sendo um local com uso, seja um órgão municipal, um terminal urbano ou uma área comercial”, destaca o geólogo.

“O Rodoporto São Carlos não é mais um empreendimento comum no município. Deverá incluir um conjunto de inovações e estar à altura do processo e do projeto de Cidade Inteligente e Sustentável de São Carlos. Seus equipamentos e seu funcionamento devem estar rigorosamente enquadrados nos processos e metodologias mais avançados da atualidade”, afirma o ex-secretário municipal de Ciência e Tecnologia, professor José Galizia Tundisi.

Do alto de sua experiência como homem público e cientista renomado internacionalmente, Tundisi garante que o empreendimento dará melhor atendimento à população, considerando conforto, acessibilidade, saúde e educação, além de incluir avanços tecnológicos significativos nas áreas de energia, meio ambiente, condições sanitárias, equipamentos e funcionamento do Terminal Rodoviário.

ATÉ R$ 1 BILHÃO EM NEGÓCIOS – Fontes preveem que a construção e o funcionamento do Rodoporto poderão gerar até R$ 1 bilhão em negócios no município. A meta da Prefeitura de São Carlos é implantar uma nova rodoviária sem nenhum investimento direto. O objetivo é a implantação de um novo Terminal Intermunicipal de Transporte Coletivo e de Integração Multimodal de Transportes Rodoviários do município de São Carlos.

A rodoviária atual já tem mais de 50 anos e está localizada a cerca de dois quilômetros da rodovia, o que inviabiliza que novas empresas rodoviárias ofereçam seus serviços aos são-carlenses, já que o custo de entrada e saída da cidade é elevado e as viagens tornam-se morosas devido ao tempo gasto apenas nesse percurso.

Segundo o projeto do Rodoporto, o novo equipamento público será construído pela iniciativa privada em troca da cessão de áreas do entorno, onde serão implantados um centro comercial e investimentos imobiliários, com a construção de prédios de apartamentos.

Ainda no governo do prefeito Airton Garcia, a Secretaria de Mobilidade Urbana de São Carlos, preocupada com a precariedade da antiga rodoviária, já ultrapassada diante do desenvolvimento da cidade, tomou a iniciativa de publicar um edital de chamamento do PMI (Procedimento de Manifestação de Interesse) para a realização de estudos que viabilizassem uma PPP (Parceria Público-Privada) que garantisse um terminal moderno, prático e eficiente para o município.

A empresa ARCO Arquitetura Contemporânea, vencedora do PMI, realizou todo o estudo técnico de viabilidade. A concessão para a empresa vencedora da PPP será de 35 anos. Após esse período, o novo terminal reverterá para a posse da Prefeitura de São Carlos. O projeto é denominado Complexo do Rodoporto. Os estudos revelam que as obras devem ser concluídas em um prazo mínimo de um ano e meio.

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