icmc - O Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo (ICMC-USP), em São Carlos, está com inscrições abertas para o curso presencial Designing User-Centered Recommender Systems: From Theory to Human Experience. A formação é gratuita e será ministrada pelo pesquisador holandês Bruce Ferwerda, que realiza visita técnica à instituição.
As inscrições podem ser feitas até sábado, 28 de fevereiro, por meio do sistema Apolo da USP. As aulas acontecerão nos dias 2, 4 e 6 de março, de forma presencial, no ICMC, e serão ministradas em inglês — é necessário que os participantes tenham conhecimento do idioma.
O curso é voltado a estudantes de graduação, pós-graduação e professores interessados em sistemas de recomendação, interação humano-computador e multimídia. A iniciativa é liderada pelo professor Marcelo Manzato, docente do ICMC, que destaca a relevância do tema na formação acadêmica e profissional.
Segundo ele, ao abordar sistemas de recomendação centrados no ser humano, os participantes são convidados a refletir sobre questões como justiça, diversidade, explicabilidade e traços de personalidade — fatores que influenciam diretamente a experiência do usuário.
Entre os conteúdos previstos estão teorias psicológicas, análises de percepção do usuário e experiências coletivas. Os alunos também discutirão como o design dos sistemas impacta a forma como os usuários compreendem aspectos como confiança, controle e equidade, e de que maneira isso afeta a interação.
Ao final do curso, os participantes deverão ser capazes de:
Refletir criticamente sobre as limitações de dados comportamentais e métricas substitutas (proxy);
Projetar sistemas de recomendação que considerem objetivos, necessidades e valores dos usuários;
Aplicar estruturas centradas no ser humano para conectar características do sistema à experiência do usuário;
Planejar e conceituar avaliações de sistemas de recomendação com foco no usuário.
Bruce Ferwerda é referência internacional na área e atualmente leciona na Jönköping University, na Suécia. Para o professor Marcelo Manzato, o contato com pesquisadores estrangeiros amplia horizontes e fortalece a formação acadêmica.
“O networking internacional, seja por meio das aulas, discussões ou parcerias de pesquisa, contribui para a construção de uma rede global de colaboração. Isso fortalece a formação dos alunos e abre portas para futuras iniciativas acadêmicas, como doutorados, projetos conjuntos e publicações colaborativas”, destaca.





