A modelo Patrícia Godoy: representando o Estado de São Paulo, ela conquistou o título de Miss Brasil em 1991 - Crédito: Divulgação Nesta segunda-feira, 27 de abril, completam-se 35 anos da eleição, em 1991, da modelo são-carlense Patrícia Maria Franco de Godói como Miss Brasil, representando o Estado de São Paulo. No concurso Miss Universo daquele ano, disputado em Las Vegas, Patrícia obteve a classificação mais alta no quesito entrevista e, na classificação geral, terminou em 11º lugar.
O concurso Miss Brasil 1991 foi a 37ª edição do tradicional evento de beleza feminina de Miss Brasil, cujo objetivo foi selecionar a representante brasileira no Miss Universo 1991. Realizado pela empresária Marlene Brito, a competição contou com a participação de nove (9) candidatas representando algumas unidades federativas brasileiras.
A escolha foi realizada a portas fechadas em um flat no bairro dos Jardins, em São Paulo, culminando com o anúncio da vencedora na boate The Gallery, também na capital, três dias depois. Patrícia Godói, à época estudante de Pedagogia em São Carlos, foi a grande vencedora. O júri foi composto por dez jurados, sendo sete homens.
A vencedora, representando o Estado de São Paulo, foi Patrícia Godói. O segundo lugar ficou com a representante do Rio Grande do Sul, Gisselle Wëber, e o 3º lugar também ficou com o Rio Grande do Sul, com Cátia Kupssinskii.
Patrícia tinha, então, 20 anos e era aluna do 3º ano do curso de Pedagogia. Ela trancou a matrícula na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) para participar do concurso e cumprir, depois, os compromissos de agenda, como concorrer ao Miss Universo nos Estados Unidos.
Assim, a menina que, na infância, se deslumbrava ao assistir concursos de Miss pela TV obteve a coroa ao derrotar as candidatas finalistas que representavam os estados de Pernambuco, Rio de Janeiro, Bahia, Espírito Santo, Goiás e Rio Grande do Sul, vivendo um verdadeiro “conto de fadas” na vida real.
O concurso, com a festa de coroação no Gallery, contou com a presença de figuras do jet set e megaestrelas, como o então bicampeão mundial de Fórmula 1, Ayrton Senna, além de várias outras celebridades.
Voltando a São Carlos, Patrícia foi recebida literalmente com honras de rainha, e uma extensa carreata saudou o seu retorno. Havia quinze anos que uma representante do interior paulista não vencia o Miss Brasil.
Filha de um casal de funcionários públicos do Estado, Alcides e Maria do Carmo Godoi, e irmã de Francisco, Patrícia despertou para o mundo da beleza ao fazer o curso de manequim ainda em São Carlos. A cidade, naquele período, orgulhava-se em ser o berço de modelos de talento, tendo produzido a ex-Miss São Paulo Adriana Colin e Elaine Danella, que brilhou nas passarelas internacionais até a morte prematura em um acidente de trânsito em São Paulo.
Patrícia despontou para as passarelas aos 15 anos, quando se tornou Rainha do São Carlos Clube, o mais tradicional da cidade. Em 1987, foi eleita Rainha do Clima, equivalente a Miss São Carlos. Naquele ano, já cursando a Universidade Federal, conquistou o Miss São Paulo Estudantil. Em 1988, foi 3ª colocada no Miss Beleza Internacional, no Ilha Porchat Clube, em São Vicente. No concurso Miss América Latina, em El Salvador (1990), conquistou o 2º lugar.
Também em 1990, ela desbancou representantes de todo o continente e foi aclamada em San José, na Costa Rica, como Reina de la Costa Internacional. Já em 1991, seu currículo de vitórias lhe valeu a eleição para representar São Paulo no Miss Brasil.
Mãe de dois filhos, Carlos Henrique e Maria Beatriz, a ex-Miss formou-se em Direito, com mestrado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e especialização em Direito Médico-Hospitalar pela Universidade Católica do Salvador (UCSAL). Hoje se dedica a ministrar aulas em faculdades de Direito e a proferir palestras sobre Direito do Consumidor. É idealizadora (junto com Flávia Cavalcanti, Miss Brasil 1989) do grupo de Misses Brasil, que desde 2015 se reúne para ações de benemerência.








