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domingo, 19 de abril de 2026
Cigarro eletrônico

Cardiologista da Santa Casa defende proibição de vapes para proteger saúde pública

Instituições de pesquisa trabalham em uma carta conjunta com recomendações e orientações para estudos sobre dispositivos eletrônicos para fumar

19 Abr 2026 - 07h26Por Da redação
Vape - Crédito: FreepikVape - Crédito: Freepik

O cardiologista da Santa Casa de São Carlos, Vicente Matinata, em entrevista exclusiva ao SÃO CARLOS AGORA, afirmou nesta sexta-feira, 17 de abril, que defende a continuidade da proibição do cigarro eletrônico como forma de proteger a saúde pública e destaca que, mesmo se ele for legalizado, há meios de combater e desmotivar o consumo.

“Políticas eficazes para reduzir o uso de vape incluem restrições de sabores, aumento de impostos, proibição de publicidade, aumento da idade mínima de venda, programas educacionais escolares, campanhas de mídia pública e intervenções baseadas em mensagens de texto. Restrições de sabores demonstraram eficácia significativa”, comenta ele.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e outras instituições de pesquisa trabalham em uma carta conjunta com recomendações e orientações para estudos sobre dispositivos eletrônicos para fumar (DEF), como cigarros eletrônicos, vapes e similares.

O documento será assinado pelo diretor-geral do Inca, Roberto Gil; pela vice-presidente adjunta de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fiocruz, Patricia Canto; e por representantes de universidades e instituições de pesquisa de todo o país.

As diretrizes foram debatidas na terça-feira (14) e na quarta-feira (15), durante o seminário “Construindo uma Agenda de Pesquisa Prioritária sobre Dispositivos Eletrônicos para Fumar para o Brasil”, no Rio de Janeiro.

Os pesquisadores partiram de um levantamento realizado entre 2019 e março de 2025, que identificou 59 estudos sobre os impactos dos DEFs na literatura científica nacional.

As pesquisas analisadas abordam desde os danos à saúde humana até dados epidemiológicos sobre experimentação e uso, além de aspectos regulatórios e de políticas públicas.

O diretor-geral do Inca afirmou que o seminário representou um esforço coletivo para identificar lacunas e prioridades de pesquisa sobre esses dispositivos. “Queremos fortalecer a base científica que orienta as políticas públicas e ampliar a capacidade de resposta do país a esse desafio, que representa uma ameaça à saúde da população brasileira, sobretudo das novas gerações”, destacou Roberto Gil.

Pesquisadora e coordenadora substituta do Centro de Estudos sobre Tabaco e Saúde (Cetab/Fiocruz), Ana Paula Natividade disse que o encontro buscou organizar o conhecimento existente e apontar caminhos para novas investigações que fortaleçam a saúde pública. “O avanço acelerado desses produtos e das estratégias da indústria do tabaco exige respostas científicas igualmente rápidas e coordenadas”. (Com informações da Agência Brasil).

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