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quarta, 11 de março de 2026
Feminicídio

Assassinato da professora Simone Lima em Itirapina completa 13 anos

Haraguti foi condenado a 16 anos e oito meses de prisão em regime fechado, no dia 23 de setembro de 2014, no Fórum de Itirapina.

11 Mar 2026 - 19h34Por Da redação
Professora de Itirapina morreu após ser esfaqueada por aluno - Crédito: Arquivo pessoal Professora de Itirapina morreu após ser esfaqueada por aluno - Crédito: Arquivo pessoal

O assassinato de uma professora de português de 27 anos, após ser esfaqueada dentro da Escola Estadual Professor Joaquim de Toledo Camargo, em Itirapina (SP), completa 13 anos nesta quarta-feira, 11 de março. O autor do crime é um aluno, na época com 33 anos, Thomas Haraguti. Em setembro de 2014, ele foi condenado a 16 anos de prisão. O crime foi motivado por uma paixão não correspondida.

De acordo com a PM, o crime aconteceu por volta das 19h. Segundo testemunhas, o suspeito entrou na sala dos professores, empurrou um deles e atacou a professora Simone Lima, que não teve tempo de reagir.

A vítima chegou a ser socorrida pelo Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (Samu), mas não resistiu aos ferimentos. O Hospital Municipal São José, de Itirapina, confirmou que Simone já chegou morta ao local.

O suspeito, que tinha aulas pelo programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA), fugiu logo após o crime, mas acabou sendo preso pela polícia. Simone dava aulas como professora substituta na escola há cerca de três anos.

O autor do crime é um aluno na época com 33 anos, Thomas Haraguti
 

CONDENADO A 16 ANOS DE CADEIA – Haraguti foi condenado a 16 anos e oito meses de prisão em regime fechado, no dia 23 de setembro de 2014, no Fórum de Itirapina (SP), pelo assassinato da professora Simone Lima.

De acordo com a assistente de acusação Luzia Helena Sanches, Haraguti respondia por homicídio duplamente qualificado, que é o assassinato por motivo fútil e sem chance de defesa. Contudo, durante o Tribunal do Júri, não foi provado o motivo fútil e ele foi condenado apenas por homicídio qualificado. “Para a família e para nós, que esperávamos uma pena mais alta, fica a sensação de injustiça, mas a pena foi afixada de acordo com o que prevê a lei. Os advogados de defesa vão recorrer e, automaticamente, a acusação tem que fazer as contrarrazões do recurso”, afirmou.

Haraguti, a princípio, foi preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros, na capital, onde estava preso há mais de um ano enquanto aguardava julgamento.

Para a Polícia Civil, o motivo do crime teria sido passional, já que o estudante era apaixonado pela docente. A irmã da vítima, Silmara de Lima, disse na época que essa seria a única hipótese para o que aconteceu. “Eu acho que era um amor platônico que ele tinha por ela e, como não era correspondido, resolveu se vingar dessa forma monstruosa que abalou a cidade inteira”.

Na ocasião, o setor de comunicação social da Delegacia Seccional de Rio Claro divulgou uma nota informando que, no interrogatório, o homem disse que “tinha bronca da professora, que se sentia humilhado e praticou o crime por ódio, porém não explicou com detalhes os motivos”.

A professora, que era órfã de pai e mãe, vivia com uma das irmãs. Ela dava aulas de português como professora substituta na escola há cerca de três anos.

Após o crime, a família entrou com uma ação contra o Estado de São Paulo pedindo uma indenização por danos morais, com a alegação de que faltou segurança na escola e que os parentes da vítima não tiveram assistência após o assassinato. A Secretaria de Educação do Estado negou a falta de segurança na unidade e informou que prestou apoio, em caráter excepcional, à família.

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