Avenida São Carlos na região do terminal rodoviário - Crédito: SCAUma audiência pública deve ser marcada em breve para que autoridades e agentes de segurança possam debater a adoção de medidas para ampliar a segurança na região formada pelo Tijuco Preto, Cidade Jardim e região do Terminal Rodoviário. Estes bairros estão tomados por usuários de drogas, também chamados de “nóias” pela população, e moradores em situação de rua.
A reunião foi solicitada pelo vereador Edson Ferraz (MDB). “Ninguém suporta mais, nestes bairros, os níveis de criminalidade. São muitos furtos e uma criminalidade muito alta que precisamos combater a partir de políticas públicas permanentes”, destaca o parlamentar.
Em maio do ano passado, há quase um ano, um grupo de comerciantes da região dos Altos da Cidade, que envolve o trecho entre as vias Dr. Carlos Botelho, 15 de Novembro e região, manifestaram ao SÃO CARLOS AGORA o temor de que a região passe a abrigar várias “cracolândias”.
De acordo com os lojistas, a presença de ladrões e também de moradores em situação de rua, além de vândalos, vem afugentando os clientes dos estabelecimentos daquela zona da cidade. Segundo eles, a falta de câmeras de vigilância naquelas vias acaba tornando o local mais vulnerável para a ação de criminosos.
A região, segundo os empresários, está tomada por usuários de drogas e pessoas em situação de rua, causando transtornos para comerciantes, moradores e pedestres. Furtos, assaltos e importunação das pessoas que passam pelo local são fatos comuns.
A situação, de acordo com os empreendedores, vem causando desordem pública, com abordagens agressivas a clientes. Além disso, a limpeza está sendo comprometida, com moradores de rua urinando e defecando em vias públicas e descartando invólucros de entorpecentes em calçadas.
Antonio Francisco, o “Chicão”, que atua como segurança particular na região, afirma que existem muitos meliantes nas ruas, além de pessoas que são dependentes químicos e pedintes em semáforos. “Muitos deles promovem furtos e assaltos. A gente cobra medidas do prefeito, da Guarda Municipal e da Assistência Social para que haja uma redução das ocorrências.”
Ele denuncia que existem várias pessoas morando na praça em frente ao Cemitério Nossa Senhora do Carmo. “Temos de 10 a 15 pessoas que importunam as pessoas, invadindo padarias e outros estabelecimentos para pedir esmolas. Nós gostaríamos que houvesse mais fiscalização, visitas a este pessoal para tratamento de saúde e encaminhamentos. Em outras cidades, os prefeitos estão visitando os moradores de rua para ver as medidas a serem tomadas em cada caso. Muitos moradores de rua não são de São Carlos”, ressalta ele.
A comerciante Livia Pereira Santana lamenta que a falta de fiscalização e trabalho social para reduzir os moradores de rua vem ampliando este contingente na região central de São Carlos. “Nós nos sentimos oprimidos. Esta situação atrapalha o comércio, pois assusta os consumidores, que, temendo ser molestados, vão comprar em outras regiões da cidade.”
Livia destaca que a ajuda voluntária não dá conta de atender à demanda dos moradores de rua. Por outro lado, ela ressalta que, entre os moradores de rua, existe uma mistura de infratores, pessoas com problemas mentais, usuários de drogas e alcoólatras. “Estamos tendo prejuízos financeiros e vivemos com medo. Lamentamos que não tenhamos ainda uma solução para estes problemas.”
OUTRO LADO – Na época, a assessoria de imprensa da Prefeitura de São Carlos informou que, quanto à drogadição e furtos, eles precisam da ação da Polícia Militar. A Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania faz rondas diárias, mas não pode levar as pessoas obrigadas para os albergues. A Guarda Municipal faz rondas e, quando flagra a drogadição, encaminha para a CPJ; porém, a Polícia Militar também atua.





