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quarta, 08 de abril de 2026
Mercado imobiliário

Minha Casa Minha Vida amplia renda para até R$ 13 mil e aquece mercado imobiliário

Com novas taxas de juros, exigência de renda mensal e teto de valor de imóveis, mercado imobiliário deve se aquecer ainda mais

08 Abr 2026 - 14h42Por Da redação
Minha Casa Minha Vida - Minha Casa Minha Vida -

O Conselho Curador do FGTS aprovou a ampliação do acesso ao programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). A partir de agora, famílias com renda de até R$ 13 mil podem ser beneficiadas.

Novos limites de renda do Minha Casa, Minha Vida
Os valores para compra de imóveis com condições especiais do programa foram reajustados. Agora, a renda mensal familiar máxima de cada faixa é:

Faixa 1: R$ 3.200
Faixa 2: R$ 5.000
Faixa 3: R$ 9.600
Faixa 4: R$ 13.000

Com os novos limites, 31,3 mil famílias passam a ter direito à moradia na faixa 3. Outras 8,2 mil famílias entram no programa pela primeira vez, agora incluídas na faixa 4 — também chamada de MCMV Classe Média.

NOVOS PREÇOS MÁXIMOS DOS IMÓVEIS
Apenas os tetos dos imóveis para as faixas 3 e 4 foram atualizados. Os valores máximos atuais são:

Faixa 1 e 2: entre R$ 210 mil e R$ 275 mil, de acordo com a localização do imóvel, conforme segue:

Cidades acima de 750 mil habitantes – entre R$ 264 mil e R$ 275 mil;
Cidades entre 300 mil e 750 mil habitantes – entre R$ 250 mil e R$ 270 mil;
Cidades entre 100 mil e 300 mil habitantes – entre R$ 230 mil e R$ 245 mil.

Faixa 3: R$ 400 mil
Faixa 4: R$ 600 mil

TAXAS DE JUROS — Não houve modificações nas alíquotas cobradas do financiamento, que permanecem como segue:

Faixa 1: Juros de 4,00% a 5,00%

Faixa 2: Juros de 4,75% a 7,00%

Faixa 3: Juros de 7,66% a 8,16%

Faixa 4: Juros de 10,00%

Os juros disponíveis são consideravelmente mais baixos do que os cobrados em outros tipos de financiamento imobiliário. “Se a pessoa se encaixa nesses critérios e o imóvel desejado está dentro do teto, o juro é realmente mais baixo, considerando que é um financiamento de longo prazo. Então, é uma oportunidade de sair do aluguel”, afirma o planejador financeiro CFP pela Planejar, Carlos Castro.

Em entrevista ao SÃO CARLOS AGORA, o presidente do CRECISP (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo), José Augusto Viana Neto, destaca que o aumento no limite de renda do programa Minha Casa, Minha Vida é uma medida extremamente positiva tanto para o mercado imobiliário quanto para o cidadão que ainda não dispõe de uma propriedade imobiliária, sua casa própria.

“É muito importante porque muitas pessoas ficavam impedidas de conseguir realizar o sonho da casa própria porque sua renda extrapolava os limites do Minha Casa, Minha Vida. Outro caso importante ocorria quando a família queria adquirir o imóvel, mas ele estava acima do valor contemplado pelo programa. Aí a pessoa ficava de fora. Mas agora facilitou. Quem ganha um pouco mais vai poder comprar um imóvel mais caro, o que anteriormente não era possível”, explicou ele.

Para Viana Neto, as mudanças no projeto social de habitação trarão impactos imediatos na economia brasileira, principalmente na geração de empregos. “Estas novidades trarão mais gente para comprar imóveis, o que amplia o número de pessoas com a possibilidade de vender imóveis. Vale lembrar que o Minha Casa Minha Vida vale tanto para imóveis novos quanto para imóveis usados. Então, é também uma excelente oportunidade para as famílias que até hoje pagam aluguel deixarem o aluguel e ir para a casa própria e, com isso, pagar um financiamento. Porque o financiamento é um dinheiro dele. O dia em que ele quiser esse dinheiro de volta, ele vende o imóvel e recupera o recurso investido. E mais a garantia de estar morando em sua propriedade”.

Viana explica as taxas de juros conforme as faixas e os tetos dos valores dos imóveis a serem comprados. “A taxa de juros temos que avaliar a partir da Faixa 2, pois a Faixa 1 é aquele programa social que é desenvolvido pelo Estado e prefeituras, que tem um subsídio de R$ 55 mil. Tem a Faixa 2, que é a faixa de mercado que nos interessa. Temos aí um valor de 4,25% a 24,75% ao ano como taxa de juros, a renda mensal de R$ 3 mil a R$ 4,4 mil e o limite de financiamento até R$ 275 mil. Aí tem o Minha Casa Minha Vida Faixa 3, que a taxa de juros é 8,16% para a renda mensal de R$ 4,4 mil a R$ 8 mil por mês e com o financiamento no teto de R$ 350 mil. E depois chegamos na Faixa 4, com renda familiar mensal de R$ 8 mil a R$ 13 mil para financiamento de imóveis de até R$ 600 mil, com uma taxa de juros de 12% ao ano”, completa.

Segundo ele, há um ponto extremamente importante que é o valor do pagamento da entrada do negócio, que é de 20%. “Infelizmente, este é um valor que muita gente não possui. Muitos têm até os recursos para poder comprar, mas não têm o valor da entrada. Então, se nós tivéssemos como eliminar essa poupança de 20%, poderíamos colocar muita gente na condição de compra”, conclui ele.

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