Exportações: Entre os produtos com maior destaque nas exportações de São Carlos estão motores de pistão de ignição por faísca, lápis e materiais para escrita, ferramentas pneumáticas e hidráulicas de uso manual, além de bombas de ar, compressores e ventil - Crédito: Agência SPAs exportações de São Carlos alcançaram o montante de US$ 189,7 milhões entre janeiro e abril de 2026. As vendas para o exterior foram alavancadas principalmente pela indústria de máquinas e equipamentos, responsável por mais da metade da pauta exportadora regional.
Entre os principais destinos das exportações de São Carlos no primeiro quadrimestre estão México (US$ 53,5 milhões), Estados Unidos (US$ 52,9 milhões) e Peru (US$ 19,4 milhões). Também aparecem entre os principais parceiros comerciais Argentina, Chile e Índia.
Já as importações realizadas pelo município tiveram como principais origens os Estados Unidos, com US$ 53,5 milhões, a China, com US$ 42,2 milhões, e a Alemanha, com US$ 38,3 milhões.
Entre os produtos com maior destaque nas exportações de São Carlos estão motores de pistão de ignição por faísca, lápis e materiais para escrita, ferramentas pneumáticas e hidráulicas de uso manual, além de bombas de ar, compressores e ventiladores industriais.
São Carlos foi responsável por 81,6% do total exportado no período. Na sequência aparecem Ibaté, com cerca de US$ 20 milhões (8,6%), e Descalvado, com US$ 10,3 milhões (4,4%). No total, as exportações das cidades que compõem a regional do CIESP São Carlos somaram US$ 232,5 milhões no primeiro quadrimestre de 2026, resultado 4,8% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.
O levantamento regional também considera os municípios que integram a Diretoria Regional do CIESP São Carlos: Analândia, Boa Esperança do Sul, Descalvado, Dourado, Ibaté, Pirassununga, Porto Ferreira, Ribeirão Bonito, Santa Cruz da Conceição, Santa Rita do Passa Quatro, Trabiju e São Carlos.
Apesar do avanço das exportações, a balança comercial regional segue deficitária. No mesmo período, as importações totalizaram US$ 320,8 milhões, gerando um déficit comercial de US$ 88,3 milhões.
Os principais produtos exportados na soma dos municípios da região industrial foram máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos, que correspondem a 51,9% do total embarcado. Também tiveram destaque obras diversas (12,4%) e açúcares e produtos de confeitaria (8,7%). Do lado das importações, predominam máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos (38,1%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (10,3%) e adubos ou fertilizantes (8,4%).
Para o diretor titular do CIESP São Carlos, Paulo Giglio, os números demonstram a relevância da indústria regional no cenário internacional, especialmente em setores de maior valor agregado.
“A região de São Carlos possui uma indústria altamente diversificada e com forte capacidade tecnológica, o que se reflete diretamente na competitividade dos produtos exportados. O desempenho dos últimos meses mostra uma aceleração das exportações. A regional havia somado US$ 103,3 milhões entre janeiro e fevereiro e encerrou abril com US$ 232,5 milhões embarcados, revelando a capacidade das empresas locais de acessar mercados estratégicos e manter relações comerciais consistentes com diferentes países”, afirma.
Giglio destaca, no entanto, que o déficit comercial exige atenção, principalmente diante da dependência de insumos e equipamentos importados. “Grande parte das importações está relacionada justamente à modernização industrial, à compra de máquinas e à aquisição de componentes utilizados pela própria indústria regional. Isso mostra uma economia dinâmica, mas também reforça a importância de ampliar a competitividade local e estimular cadeias produtivas mais integradas”, completa.




