legumeseverduras - Crédito: SCAO índice de preços da CEAGESP registrou alta de 2,31% em abril de 2026, desacelerando em relação ao avanço de 5,16% observado no mês anterior. O resultado interrompe a queda registrada no mesmo período do ano passado, quando o indicador havia recuado 2,30%. Com o desempenho de abril, o acumulado do índice chega a 2,75% no ano e 0,74% nos últimos 12 meses.
O principal destaque do período foi o setor de verduras, único a apresentar deflação no mês, com queda de 2,80%. Segundo a companhia, a melhora nas condições climáticas, com tempo mais seco e maior incidência solar, favoreceu a produção de hortaliças folhosas, ampliando a oferta e reduzindo os preços.
Além do clima favorável, os feriados de abril também impactaram o comportamento do mercado. A redução no ritmo de comercialização de produtos de alto giro contribuiu para a queda dos preços, especialmente da alface crespa, que teve retração de 27,11%.
No setor de frutas, os preços subiram 1,38%. Entre as maiores altas aparecem a melancia (+31,91%), pitaia (+27,10%), pinha (+22,60%) e uva niágara (+22,46%). Já as maiores quedas foram registradas pelo maracujá doce (-33,38%), carambola (-16,13%) e abacate (-13,30%).
De acordo com a análise da CEAGESP, a melancia foi fortemente impactada pela redução das chuvas e pelas temperaturas acima da média nas regiões produtoras, diminuindo a oferta da fruta no Entreposto Terminal São Paulo (ETSP) e elevando a disputa entre compradores atacadistas.
O setor de legumes apresentou alta de 6,11%, ainda pressionado pelos efeitos climáticos sobre a produção. Os produtos com maiores aumentos foram maxixe (+40,61%), cenoura (+40,43%) e quiabo (+37,17%). A cenoura, por exemplo, continua sofrendo reflexos do excesso de chuvas do verão, que comprometeu a qualidade das raízes e reduziu a oferta.
Já o setor de diversos avançou 5,95%, impulsionado principalmente pela valorização das batatas e da cebola nacional. A transição entre safras e a redução da área plantada ajudaram a pressionar os preços desses produtos.
No segmento de pescados, a alta foi de 3,09%. Espécies como xaréu (+43,83%) e robalo (+19,77%) tiveram forte valorização devido à redução da oferta, influenciada por alterações climáticas e condições adversas no litoral brasileiro.
A CEAGESP também alerta para a possibilidade de formação do fenômeno climático El Niño nos próximos meses. Segundo projeções do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a tendência é de redução das chuvas e manutenção do calor no Sudeste, cenário que poderá continuar pressionando os preços de frutas e hortaliças mais sensíveis às condições climáticas.





