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sexta, 15 de maio de 2026
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Futuro do SAAE gera mobilização e leva servidores a cobrar garantias da Prefeitura

15 Mai 2026 - 13h32Por Da redação
Servidores do SAAE estão unidos em defesa da autarquia  - Crédito: divulgaçãoServidores do SAAE estão unidos em defesa da autarquia - Crédito: divulgação

O futuro do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de São Carlos entrou de vez no centro do debate público após uma série de mobilizações realizadas por servidores municipais e representantes sindicais contra a possível adesão do município ao programa UniversalizaSP, do Governo do Estado de São Paulo.

Na última terça-feira (13), representantes do Sindicato dos Servidores Públicos e Autárquicos Municipais de São Carlos (SINDSPAM) e uma comissão de servidores do SAAE se reuniram com o prefeito Netto Donato para discutir os impactos do programa estadual, que prevê a transferência dos serviços de água e esgoto para a iniciativa privada por meio de privatização, concessão ou Parceria Público-Privada (PPP).

Durante o encontro, os servidores pediram que São Carlos seja retirada do programa e que o SAAE permaneça sob gestão pública municipal. A comissão também cobrou garantias sobre a manutenção dos empregos dos servidores concursados, que, segundo o sindicato, podem ser afetados em caso de privatização.

Já na manhã desta sexta-feira (15), uma nova reunião promovida pelo SINDSPAM reuniu dezenas de servidores no pátio do SAAE. O encontro teve como objetivo esclarecer dúvidas sobre os possíveis impactos de uma concessão ou PPP, especialmente em relação aos direitos trabalhistas, à carreira dos concursados e à qualidade dos serviços prestados à população.

Segundo os organizadores, a mobilização reforçou a união entre os trabalhadores em torno de três principais reivindicações: a preservação dos empregos, a manutenção da qualidade da água e do saneamento e a preocupação com possíveis aumentos de tarifas e perda do controle público sobre o serviço.

O sindicato afirma que o debate vai além da situação funcional dos servidores e envolve diretamente a população são-carlense, já que o abastecimento de água e o saneamento básico são considerados serviços essenciais.

Duas audiências públicas foram convocadas para discutir o tema com a sociedade. A primeira acontece no dia 18 de maio, às 17h, na Câmara Municipal de São Carlos. A segunda está marcada para o dia 25 de maio, às 11h, no Paço Municipal.

O vice-presidente do SINDSPAM, Lucinei Custódio, afirmou que a entidade seguirá mobilizada em defesa da autarquia. “Não vamos aceitar que o serviço público de água e esgoto seja tratado como mercadoria. Estamos unidos, servidores, sindicato e sociedade, para garantir que o SAAE continue sendo público, de qualidade e a serviço do povo”, declarou.

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