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sábado, 14 de fevereiro de 2026
Memória

Há 215 anos, nascia Jesuíno de Arruda, fundador de São Carlos

Em 1855, ele comprou terras denominadas "Sítio do Mello", que eram dos irmãos Botelho, localizadas na "Sesmaria do Pinhal", e ali passou a residir

13 Fev 2026 - 23h35Por Jessica CR
O fazendeiro Jesuíno de Arruda: Como era um homem profundamente religioso, mandou construir uma capela que deu origem à cidade de São Carlos - Crédito: DivulgaçãoO fazendeiro Jesuíno de Arruda: Como era um homem profundamente religioso, mandou construir uma capela que deu origem à cidade de São Carlos - Crédito: Divulgação

“Se do excelso Jesuíno, és a glória, do Botelho a maior emoção. Tu acolhes os dois no aconchego do teu grande e fiel coração [...]”. A frase do Hino a São Carlos fala dos dois fundadores da cidade – Antonio Carlos de Arruda Botelho e Jesuíno de Arruda, cujo nascimento completou 215 anos nesta semana.

Jesuíno José Soares (Vila de Una, 11 de fevereiro de 1811 — 4 de julho de 1895) foi um proprietário rural brasileiro. Seu pai, Francisco António dos Santos, e sua mãe, Brandina Soares, eram comerciantes naturais de Portugal. Sua filha Maria casou-se com Manoel Ramalho. A filha deles, Dolores, casou-se com Manoel Gonçalves Foz. Sua filha caçula, Ana, casou-se com Justino Correa de Freitas, em Araraquara.

Seu neto Leão Pio de Freitas foi prefeito de Matão. E sua neta Leoncia de Freitas casou-se com Carlos Baptista de Magalhães, natural de Niterói (RJ), fazendeiro e fundador da Estrada de Ferro Araraquarense.

Seu bisneto Carlos Leôncio de Magalhães (Nhonhô Magalhães), fazendeiro, nasceu em Araraquara em 1875, plantou mais de 3 milhões de pés de café nas Fazendas do Cambuhy, em Matão, e casou-se com Ernestina Reis de Magalhães, com quem teve oito filhos: Maria José, Carlos, Oswaldo, Ernestina, Maria Cecília, Paulo, Adelaide e José Carlos.

Suas bisnetas Maria Dulce de Magalhães (Nicota) Pinto Alves e Maria Elisa de Magalhães (Zilota) Lebeis destacaram-se na vida social, política e cultural de São Paulo.

Em 1836, Jesuíno mudou-se para Piracicaba, onde casou-se com Dona Maria Gertrudes de Arruda, filha de Antonio Arruda Leme e Francisca de Almeida Lara, pertencentes a ilustres famílias de Itu.

Em 1855, comprou terras denominadas "Sítio do Mello", que eram dos irmãos Botelho, localizadas na "Sesmaria do Pinhal", e ali passou a residir. Como era um homem profundamente religioso, mandou construir uma capela que deu origem à cidade de São Carlos para, juntamente com sua esposa, poder cumprir seus deveres com a Igreja.

Jesuíno José Soares, que adotou o sobrenome "Arruda", de sua mulher, foi um homem dinâmico, idealizador, altruísta, benemérito, desprendido e teve um papel muito importante na fundação de São Carlos, contribuindo para o seu progresso e desenvolvimento.

Não há consenso sobre a verdadeira data de fundação e o real fundador da cidade de São Carlos (se Jesuíno de Arruda ou a família Arruda Botelho, do Conde do Pinhal), pelo fato de o conceito de fundação variar de acordo com os vários critérios possíveis: erigir uma capela, doar um terreno para o patrimônio público, erguer as primeiras casas de telha, praticar algum ato de desprendimento e benevolência dos poderosos da época, entre outros. Morreu em 4 de julho de 1895, com 84 anos de idade.

HOMENAGENS – Seu nome é ainda hoje lembrado e respeitado. Como homenagem, há as ruas "Jesuíno de Arruda", em São Paulo e em São Carlos, a Escola Estadual Jesuíno de Arruda e seu nome na letra do Hino de São Carlos.

Na cidade de São Carlos há uma estátua em sua homenagem, em tamanho natural, em frente ao "Mercado Municipal Antonio Massei", mais conhecido como Mercado Municipal de São Carlos; um busto na praça em frente à Escola Estadual Jesuíno de Arruda, colocado estrategicamente como se estivesse olhando para a escola; e uma rua com seu nome.

A estátua foi arrancada pela torrente de água na última semana de novembro de 2020, quando houve uma forte chuva: 130 milímetros em pouco mais de uma hora (quantidade que costumeiramente precipita ao longo de todo aquele mês). Houve grandes prejuízos patrimoniais para a cidade de São Carlos e seus moradores em função daquele temporal.

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