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quinta, 26 de março de 2026
Saúde

Sangue nas fezes, anemia e mudança intestinal: os sinais que podem indicar câncer colorretal

Especialista do IBCC Oncologia explica os principais sinais da doença, fatores de risco e a importância do rastreamento no momento certo

26 Mar 2026 - 14h17Por Activa Comunicação
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Com 53.810 novos casos estimados por ano no Brasil entre 2026 e 2028, o câncer colorretal já ocupa a terceira posição entre os tipos mais frequentes no País, desconsiderando os tumores de pele não melanoma (INCA, 2026). O avanço da doença acende um alerta por envolver fatores de risco cada vez mais presentes na rotina da população, como sedentarismo, obesidade, consumo de álcool, carnes processadas e baixa ingestão de fibras.

Ao mesmo tempo, especialistas chamam atenção para um ponto decisivo: trata-se de um tipo de câncer com importante potencial de prevenção e detecção precoce, especialmente por meio de hábitos de vida saudáveis, atenção aos sinais de alerta e acompanhamento adequado de pessoas com mais risco.

Para explicar por que esse tipo de câncer tem chamado cada vez mais atenção da comunidade médica, quais sinais não devem ser ignorados e como a prevenção pode fazer diferença, o Dr. Abner Jácome Barrozo, do IBCC Oncologia, responde às principais dúvidas sobre o tema.

 

1. O câncer colorretal está entre os mais comuns no mundo. Por que essa doença tem despertado tanta atenção da comunidade médica?

Porque, além de já ser um dos tumores mais frequentes, o câncer colorretal tem chamado atenção pelo aumento de casos em adultos mais jovens observado em diferentes países. Esse cenário preocupa porque se trata de uma doença que, em muitos casos, pode ser prevenida ou identificada precocemente, por meio do rastreamento. Ao mesmo tempo, fatores ligados ao estilo de vida moderno, como sedentarismo, obesidade e alimentação inadequada têm ganhado relevância nessa discussão.

 

2. O fato de o câncer colorretal estar chamando atenção também em pessoas mais jovens muda a forma como a população deve olhar para a prevenção?

Sem dúvida. Ainda existe a percepção equivocada de que o câncer colorretal é uma doença restrita a pessoas mais velhas, e isso pode levar muita gente a subestimar os próprios fatores de risco e adiar cuidados importantes. Esse novo olhar reforça que a prevenção deve fazer parte da rotina de saúde antes mesmo do envelhecimento, com atenção aos hábitos de vida, ao histórico familiar e à orientação médica sobre o momento certo de iniciar o rastreamento.

 

3. Quais são os principais sinais de alerta para o câncer colorretal?

Os sinais mais indicativos e que merecem atenção incluem sangue ou muco nas fezes, diarreia ou prisão de ventre persistentes, fezes mais finas que o habitual, sensação de evacuação incompleta, dor abdominal recorrente, perda de peso sem causa aparente e anemia. Nem sempre esses sinais indicam câncer, mas eles precisam ser avaliados por um médico, para que a causa seja identificada o quanto antes.

 

4. Por que o diagnóstico precoce faz tanta diferença nesse tipo de câncer?

Porque ele aumenta significativamente as chances de cura e permite tratamentos menos agressivos. Em muitos casos, quando a doença é descoberta em fase inicial, o tratamento pode ser mais simples e com melhores resultados. Além disso, o câncer colorretal geralmente se desenvolve a partir de pólipos, que podem ser identificados e retirados antes mesmo de se transformarem em câncer.

 

5. A colonoscopia é vista por muitos pacientes como um exame apenas diagnóstico. Na prática, ela também pode prevenir a doença?

Sim. A colonoscopia não serve apenas para detectar um tumor já existente, ela também é uma ferramenta de prevenção. O exame permite visualizar diretamente o intestino grosso, identificar pólipos e removê-los no mesmo procedimento, evitando que essas lesões evoluam para câncer. Esse é um dos grandes diferenciais do rastreamento adequado: ele pode interromper a doença antes mesmo de ela surgir.

 

6. Quando a colonoscopia ou o rastreamento passam a ser recomendados?

Para pessoas de risco habitual, a recomendação é conversar com o médico sobre rastreamento a partir dos 45 anos. Já quem tem casos da doença na família, doenças inflamatórias intestinais ou sintomas de alerta pode precisar de avaliação antes dessa idade. O mais importante é entender que o rastreamento não deve começar apenas quando surgem sintomas.

 

7. Esse tipo de câncer está relacionado ao estilo de vida?

Sim, há uma relação importante. Sedentarismo, obesidade, tabagismo, consumo excessivo de álcool e alimentação inadequada estão entre os fatores associados ao aumento do risco. Há evidências consistentes sobre a relação entre mais consumo de carnes processadas e câncer colorretal, e também cresce a discussão sobre o impacto do excesso de ultraprocessados na saúde intestinal e no risco de câncer.

 

8. Quando se fala em alimentação, os ultraprocessados realmente entram como motivo de preocupação?

Eles entram, sim, como um ponto de alerta dentro de um contexto mais amplo de estilo de vida. Os estudos vêm mostrando associação entre padrões alimentares ricos em ultraprocessados e maior risco de diferentes doenças crônicas, inclusive alguns tipos de câncer. No caso do câncer colorretal, a mensagem mais segura continua sendo priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, com mais fibras, frutas, verduras, legumes e grãos integrais, além de reduzir carnes processadas e ultraprocessados.

 

9. Quais hábitos podem ajudar na prevenção do câncer colorretal?

Manter o peso adequado, praticar atividade física regularmente, não fumar, evitar excesso de álcool e ter alimentação mais equilibrada são medidas importantes. Além disso, realizar o rastreamento na idade recomendada é essencial. A prevenção do câncer colorretal não depende de uma única atitude, mas de um conjunto de cuidados mantidos ao longo da vida.

 

10. Que estrutura o IBCC Oncologia oferece para o cuidado do paciente com câncer colorretal?

O BCC Oncologia oferece uma linha de cuidado ampla e integrada para pacientes com câncer colorretal. Isso inclui cirurgia oncológica, com preferência por abordagens minimamente invasivas, quando indicadas, Quimioterapia, Radioterapia, Oncologia Clínica com tratamentos personalizados, Medicina Nuclear, Radiologia Intervencionista, Cuidados Paliativos, Pronto Atendimento nOcológico e diferentes exames diagnósticos e de apoio ao tratamento. O diferencial está justamente na atuação multidisciplinar, que permite ao paciente ter acompanhamento especializado em todas as etapas do cuidado.

 

 

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