epilepsia - Crédito: FreepikA epilepsia ainda é cercada por mitos, desinformação e estigmas que podem dificultar o diagnóstico e até comprometer o acolhimento das pessoas que convivem com a condição. Embora seja uma das doenças neurológicas mais comuns no mundo, muita gente ainda associa a epilepsia apenas a convulsões intensas, quando, na realidade, as crises podem se manifestar de formas muito mais sutis e variadas.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que cerca de 50 milhões de pessoas em todo o mundo convivam com epilepsia, o que reforça a importância de ampliar o conhecimento sobre o tema.
Segundo o professor de pós-graduação em Neurologia da Afya Goiânia, Dr. Heitor Felipe , com acompanhamento adequado, a maioria dos pacientes consegue controlar as crises e levar uma vida plenamente ativa. No entanto, isso também depende de informação, atenção aos sinais e da adoção de primeiros socorros corretos em situações de emergência. Para ajudar a esclarecer dúvidas e combater preconceitos, o neurologista lista seis fatos importantes sobre a epilepsia que muita gente ainda não sabe.
6 fatos sobre a epilepsia que muita gente ainda não sabe
1. Nem toda crise epiléptica envolve convulsão, existem crises que podem se manifestar apenas como lapsos de atenção, olhar fixo, movimentos automáticos ou alterações súbitas de comportamento. Muitas pessoas têm epilepsia sem nunca ter apresentado uma convulsão clássica, o que dificulta o diagnóstico. Por isso, ampliar a compreensão sobre a doença é fundamental: como a grande maioria dos casos pode ter resultados muito satisfatórios com o tratamento adequado, a sociedade só tem a ganhar com mais informação, acolhimento e apoio às pessoas que convivem com a epilepsia.
2. A epilepsia não é uma doença rara
Segundo a OMS, a epilepsia atinge cerca de 1% da população mundial, podendo surgir em qualquer fase da vida da infância à terceira idade. Ela é mais comum do que se imagina e está presente em todas as classes sociais.
3. Crises epilépticas podem durar poucos segundos
Nem toda crise é longa ou dramática. Algumas duram apenas segundos e passam despercebidas, sendo confundidas com distração, cansaço ou ansiedade. Essas crises breves também merecem atenção médica.
4. A maioria das pessoas com epilepsia pode levar uma vida normal
Com acompanhamento adequado e uso correto da medicação, cerca de 70% dos pacientes conseguem controlar as crises. Trabalho, estudo, atividade física e vida social são plenamente possíveis quando a condição está bem controlada.
5. Estresse, privação de sono e álcool são gatilhos comuns
Fatores como noites mal dormidas, consumo excessivo de álcool, estresse intenso e até jejum prolongado podem facilitar o surgimento de crises em pessoas predispostas. Por isso, hábitos de vida saudáveis fazem parte do tratamento.
6- Durante uma crise convulsiva, primeiros socorros corretos fazem toda a diferença, especialmente sobre o que não fazer. Não se deve colocar nada na boca da pessoa. Apenas colocar a pessoa de lado, apoiar a cabeça, afrouxar roupas se estiverem apertadas, marcar quanto tempo dura a crise.





