(16) 99963-6036
quarta, 04 de março de 2026
Política

Marcio França detona Tarcísio, o chama de "traíra", "ingrato" e o compara a Hitler

Ex-governador desafia adversário e afirma: "deixa eu disputar com ele e, ao final da eleição, ele não será mais candidato nem a síndico de prédio"

04 Mar 2026 - 18h06Por Da redação
O pré-candidato a governador, Márcio França: "Tarcísio tem uma visão de mundo totalmente equivocada e da qual eu discordo completamente" - Crédito: SCAO pré-candidato a governador, Márcio França: "Tarcísio tem uma visão de mundo totalmente equivocada e da qual eu discordo completamente" - Crédito: SCA

O ministro da Micro e Pequena Empresa, Marcio França, detonou, no último sábado, 28 de fevereiro, o governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos). As afirmações ocorreram na abertura do Giro 40, encontros do PSB (Partido Socialista Brasileiro) em várias regiões do Estado de São Paulo, realizado na Câmara Municipal de São Carlos.

Em seu discurso na tribuna da Câmara, ele disse que Tarcísio foi cargo de confiança do presidente Lula durante oito anos, mais seis anos no governo Dilma e mais dois no governo Michel Temer. “Ele se diz o CEO, mas nunca dirigiu nenhuma empresa. Esteve a vida toda no governo. Por outro lado, é ingrato com Lula, a quem vive criticando, e um traíra e, por isso, não tem a confiança da família Bolsonaro. Eles não confiam em Tarcísio, pois sabem que ele é um traíra.”

França criticou a posição que classifica como elitista de Tarcísio, de defesa do Estado mínimo, e o que considera uma política de exclusão dos mais fragilizados da sociedade. “O Tarcísio tem uma visão de mundo. A visão dele é que o Estado deveria ser bem pequenininho e desnecessário. É uma lógica. Eu acho isso um equívoco. No nosso país, não dá para ter acordo entre cordeiro e lobo. O lobo sempre vai comer o cordeiro. Ora, se você, na pandemia, fosse se vacinar, encontrava algum hospital particular aberto para se vacinar? Não vai ter. Vai ter o público. Ah, mas o público não é tão bom? Então, vamos melhorar. Não faz nenhum sentido você trabalhar com essa lógica”, comentou.

O ex-governador vê nos projetos de Tarcísio posturas elitistas que excluem os mais pobres. “Querem adotar home school, que é tentar adotar um modelo de ensino em que os alunos não precisam ir às escolas. Isso aconteceu nos Estados Unidos. Era quando os brancos entendiam que não deviam frequentar as escolas onde havia negros. É a mesma lógica. Quando Tarcísio decidiu que as escolas mais bem colocadas, onde os alunos aprendem mais e têm melhores notas, vão ter mais recursos para manutenção, enquanto as escolas com alunos de nota baixa terão retirada de recursos, isso fará com que quem tem dificuldades tenha ainda mais dificuldades. A escola vai estar cada vez com mais problemas. Isso é exatamente o contrário do que eu penso.”

França afirmou ver semelhanças entre o pensamento de Tarcísio e o de Adolf Hitler, líder nazista que provocou a Segunda Guerra Mundial e matou cerca de 6 milhões de judeus. “É como se você dissesse: uma pessoa com deficiência física não deveria ter chance de nada porque não teria poder importante para a economia do país. Veja, é um pensamento atrasado, é um pensamento que tinha Hitler quando defendia que pessoas com deficiência deveriam ser mortas, que os judeus deveriam ser mortos, que os negros deveriam ser mortos, que LGBT tinham que ser mortos. É um pensamento equivocado. Agora, ele tem voto e temos que explicar isso para as pessoas, e muita gente não associa uma coisa com a outra.”

Por outro lado, França acusou Tarcísio de ter beneficiado as concessionárias de rodovias com uma indenização bilionária referente ao período da pandemia e de ter deixado os demais setores sem qualquer atenção. “As concessionárias de rodovias do Estado de São Paulo receberam do governo R$ 6 bilhões de indenização porque, na pandemia, passaram menos carros nas rodovias. Eu pergunto: aqui em São Carlos ou na região, não tem nenhum comércio que teve algum prejuízo? Os bares tiveram o mesmo faturamento? Os restaurantes? Os buffets? As imobiliárias? Ora, todo mundo teve prejuízo. E nós vamos indenizar as concessionárias de pedágio? E o resto do povo? Então, temos visões de mundo diferentes.”

O pré-candidato ao governo estadual destacou que o atual governador tenta varrer essas incoerências para debaixo do tapete para evitar desgastes políticos. “Agora, se não falarmos, ele fica ali na moita. Deixa eu disputar com ele que, ao final da eleição, ele não será mais candidato nem a síndico de prédio. Ele vai perder a eleição”, desafiou.

Leia Também

Últimas Notícias