O Brasil é um dos países mais visados por cibercriminosos no mundo. Não é alarmismo: segundo o Indicador de Tentativas de Fraude da Serasa Experian, foram quase 7 milhões de tentativas de golpe só no primeiro semestre de 2025, um aumento de quase 30% em relação ao ano anterior. Por trás desse número, há pessoas reais que perderam dinheiro, dados e, muitas vezes, a confiança no ambiente digital. A boa notícia é que se proteger está ao alcance de qualquer um, e não exige conhecimentos técnicos avançados.
Os golpes mais comuns e como reconhecê-los
Saber o que enfrentar já é metade da batalha. O golpe mais disseminado hoje é o phishing, mensagens que imitam bancos, empresas de entrega ou serviços conhecidos para roubar senhas e dados financeiros. Chegam por WhatsApp, SMS e, com bastante frequência, pelo email, que, quando não está devidamente protegido, costuma ser a porta de entrada preferida dos golpistas.
Outro esquema que cresceu muito é a clonagem de contas de WhatsApp. O criminoso entra em contato com a vítima fingindo ser operador de telefonia ou funcionário de banco, pede o código de verificação do aplicativo e, com isso, assume o controle da conta. A partir daí, manda mensagens para os contatos pedindo dinheiro com urgência. Adotar dicas de segurança na internet como desconfiar de pedidos de código por telefone e ativar a verificação em duas etapas, já reduz bastante esse risco.
Já o golpe do Pix merece atenção especial. Páginas falsas, QR codes adulterados e vendedores fictícios são usados para desviar pagamentos antes que a vítima perceba o que aconteceu. A regra básica é sempre conferir o nome do destinatário antes de confirmar qualquer transferência. Para orientações mais detalhadas, o CERT.br, referência nacional em segurança digital, disponibiliza gratuitamente um guia atualizado com boas práticas para usuários e empresas.
Hábitos simples que fazem toda a diferença
Conhecer os golpes ajuda, mas a proteção real vem da rotina. E aqui vale perguntar: quantas contas online estão vinculadas ao seu email? Redes sociais, banco, aplicativos de entrega, serviços de streaming, quase tudo passa por ele. Por isso, proteger essa conta com uma senha forte e verificação em dois passos não é exagero, é o mínimo razoável. Se alguém acessar seu e-mail, tem nas mãos as chaves de boa parte da sua vida digital.
Manter aplicativos e sistemas atualizados também conta muito. Cada atualização corrige brechas de segurança que os criminosos já conhecem e exploram ativamente. Deixar isso para depois é, na prática, deixar uma janela aberta. O mesmo raciocínio vale para redes Wi-Fi públicas; fazer transações bancárias ou inserir senhas conectado a uma rede desconhecida aumenta o risco de interceptação de dados de forma considerável.
Dito isso, o hábito mais poderoso é parar antes de agir. Mensagens que criam urgência, como "sua conta será bloqueada", "você ganhou um prêmio", "confirme seus dados agora", são projetadas para que a pessoa reaja sem pensar. Os golpistas contam com a pressa e o medo. Verificar diretamente no site oficial ou ligar para a empresa antes de qualquer ação quebra esse ciclo. No ambiente digital, a calma é, sem dúvida, a melhor proteção.





