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sábado, 21 de fevereiro de 2026
Mercado imobiliário

Locações na região de São Carlos avançam mais de 70% em janeiro

Segundo análise institucional do Conselho, o movimento é típico de períodos em que as famílias priorizam estabilidade financeira antes de assumir financiamentos de longo prazo

21 Fev 2026 - 10h08Por JM
Prédios sendo construídos no alto da XV de Novembro - Crédito: SCAPrédios sendo construídos no alto da XV de Novembro - Crédito: SCA

O mercado imobiliário de São Carlos e região iniciou 2026 sob um cenário de ajuste nas decisões das famílias e forte dinamismo no setor de locações. Levantamento do CRECISP, junto a 73 imobiliárias, aponta que as vendas de imóveis residenciais usados recuaram 12,69% em janeiro, enquanto as locações cresceram 71,05%, evidenciando mudança no comportamento do consumidor diante do início do ano e do ambiente econômico.

Foram consultadas imobiliárias que atuam nas cidades de Américo Brasiliense, Araraquara, Boa Esperança do Sul, Caconde, Casa Branca, Descalvado, Dobrada, Gavião Peixoto, Ibaté, Matão, Nova Europa, Porto Ferreira, Rincão, São Carlos, São José do Rio Pardo e Tabatinga.

Segundo análise institucional do Conselho, o movimento é típico de períodos em que as famílias priorizam a estabilidade financeira antes de assumir financiamentos de longo prazo.

“Esse tipo de comportamento indica um consumidor mais prudente. O aluguel funciona como solução imediata enquanto a família reorganiza sua vida financeira e avalia o melhor momento para comprar”, avalia o presidente do CRECISP, José Augusto Viana Neto.

VENDAS – Apesar da retração no volume de vendas, o financiamento habitacional permanece como principal mecanismo de aquisição. Em janeiro, 82,4% das compras ocorreram via crédito da Caixa Econômica Federal, enquanto apenas 11,8% foram realizadas à vista.

As negociações concentraram-se principalmente na faixa entre R$ 201 mil e R$ 300 mil, seguida por imóveis de menor valor, evidenciando que a demanda segue orientada por unidades acessíveis e dependentes das condições de crédito.

Casas representaram 51% das vendas e apartamentos, 49%, com predominância de imóveis compactos de dois dormitórios, perfil associado à busca por funcionalidade e menor custo total de aquisição.

O levantamento mostra que 54,5% das vendas ocorreram nas regiões periféricas, padrão que também se repetiu nas locações, confirmando a tendência de expansão urbana baseada no fator preço.

Para o CRECISP, esse deslocamento territorial acompanha a realidade econômica das famílias e reflete uma escolha cada vez mais racional na definição da moradia.

“O comprador hoje faz uma conta muito objetiva. A localização continua importante, mas o peso do financiamento, da renda familiar e do custo mensal passou a ser decisivo na escolha do imóvel”, destaca o presidente.

POLO UNIVERSITÁRIO MANTÉM DEMANDA ESTRUTURAL POR MORADIA

Em São Carlos, a presença de universidades, centros tecnológicos e polos de inovação cria um ambiente imobiliário singular. O fluxo contínuo de estudantes, pesquisadores e profissionais especializados mantém elevada a demanda por locação ao longo de todo o ano.

Esse fator estrutural ganha intensidade em janeiro, período de início do calendário acadêmico, quando ocorre a entrada de novos estudantes e a reorganização residencial.

“O polo universitário transforma o mercado imobiliário de São Carlos em um sistema permanentemente dinâmico. Existe uma base contínua de demanda por aluguel que dá estabilidade ao setor, mesmo em momentos de maior cautela econômica”, afirma Viana.

As casas responderam por 79% das locações firmadas, enquanto os apartamentos ficaram com 21%. Os valores mais praticados concentraram-se entre R$ 1.001 e R$ 1.500 mensais, seguidos por aluguéis de até R$ 1.000, confirmando a predominância de imóveis compatíveis com a renda média local.

Entre as garantias locatícias, o seguro-fiança liderou com 55,2%, seguido pelo fiador, com 37,9%, indicando preferência crescente por soluções que ofereçam maior segurança jurídica e agilidade contratual.

Diante de um mercado mais seletivo e com maior rotatividade nas locações, o CRECISP reforça a importância da atuação do corretor de imóveis regularmente inscrito para garantir segurança nas operações.

“O corretor é o profissional que assegura avaliação correta do imóvel, análise documental, segurança contratual e equilíbrio na negociação. Em momentos de maior cautela econômica, essa assessoria se torna ainda mais essencial para proteger compradores e locatários”, conclui o presidente.

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