
A Prefeitura de São Carlos deu início, nesta segunda-feira (11), à Semana da Maternidade Atípica 2026, iniciativa da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Paradesportos em parceria com o Fundo Social de Solidariedade. O evento, que segue até o dia 13 de maio, tem como objetivo oferecer acolhimento, fortalecer vínculos e ampliar a rede de apoio às mães atípicas, além de promover momentos de informação, troca de experiências e cuidado.
A abertura foi realizada no Fundo Social de Solidariedade e reuniu mães, familiares e representantes de diversas secretarias municipais. Durante o encontro, o secretário municipal da Pessoa com Deficiência e Paradesporto, Rafinha Almeida, destacou a importância da iniciativa para aproximar as famílias dos serviços públicos.
“Foi um momento muito valioso, com diversas secretarias municipais participando junto com as mães atípicas, para poder ter esse primeiro acolhimento, saber das necessidades e dificuldades que elas enfrentam nos serviços, e assim melhorar. A ideia é levar informação e conhecimento para todas as famílias, para que possamos construir uma sociedade mais justa e inclusiva”, afirmou.
A programação continua com atividades voltadas ao autocuidado e à alimentação saudável. Nesta terça-feira (12), o destaque é o projeto “Cuidar de Quem Cuida”, oferecendo gratuitamente serviços como aferição de pressão arterial, teste de glicemia, corte de cabelo, maquiagem e design de sobrancelhas. Já no dia 13, o encontro “Sabores e Conversas” contará com a participação da nutricionista Marinalda Napolitano Pinto, que abordará práticas de nutrição voltadas às famílias atípicas.
Entre as participantes, a mãe atípica Ana Lúcia de Figueiredo Assis, de 42 anos, compartilhou sua trajetória e ressaltou o impacto da ação.
“O diagnóstico do meu filho veio primeiro, quando ele tinha um ano e meio. A partir daí, comecei a me enxergar nele e fui atrás de investigar. Foi assim que recebi meu diagnóstico, e depois também o da minha filha. Para mim, foi libertador, porque eu sempre fui chamada de ‘estranha’, ‘esquisita’, e hoje eu entendo o motivo. Esse evento está sendo maravilhoso, porque eu não tenho rede de apoio. Aqui, nós, mães atípicas, conseguimos colocar nossas demandas, trocar experiências e, principalmente, sentir acolhimento. É um apoio que faz toda a diferença”, relatou.
A primeira-dama e presidente do Fundo Social de Solidariedade, Herica Ricci Donato, também destacou a importância da iniciativa.
“É com muita alegria e sensibilidade que participamos da Semana da Maternidade Atípica, uma iniciativa construída com muito carinho para acolher, ouvir e fortalecer essas mães que dedicam suas vidas ao cuidado de seus filhos. Sabemos que a maternidade atípica traz desafios diários, muitas vezes acompanhados de sobrecarga, insegurança e até solidão. Por isso, criar espaços de escuta, acolhimento e troca é tão importante.
No Fundo Social de Solidariedade, acreditamos que cuidar de quem cuida é um gesto de humanidade e respeito. Essa semana foi pensada justamente para oferecer apoio, informação, momentos de autocuidado e, principalmente, para mostrar a essas mães que elas não estão sozinhas. Cada atividade preparada aqui tem o objetivo de fortalecer vínculos e ampliar essa rede de apoio tão necessária”, ressaltou.
As inscrições para participar das atividades podem ser feitas presencialmente na Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Paradesportos ou no Fundo Social de Solidariedade, além do WhatsApp (16) 3306-8523. Para se inscrever, é necessário apresentar RG, CPF e comprovante de residência.





