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quarta, 25 de março de 2026
Acordo coletivo

Proposta é rejeitada e SINDSPAM aguarda nova reunião com Prefeitura

O governo municipal ofereceu a reposição da inflação com reajuste de 3,81% (IPCA) mais um aumento de 5% no Ticket Alimentação, proposta rejeitada pelos sindicalistas

25 Mar 2026 - 09h17Por Da redação
O sindicalista Lucinei Custódio: "A proposta não incluía nem aumento real de salário e nem citava o plano de carreira e acabou sendo barrada ainda na mesa e nem vai para assembleia"" - Crédito: Jean Guilherme O sindicalista Lucinei Custódio: "A proposta não incluía nem aumento real de salário e nem citava o plano de carreira e acabou sendo barrada ainda na mesa e nem vai para assembleia"" - Crédito: Jean Guilherme

Uma proposta de Acordo Coletivo apresentada pela Prefeitura Municipal de São Carlos foi prontamente rejeitada pela comissão de dirigentes do SINDSPAM (Sindicato dos Servidores Municipais e Autárquicos de São Carlos), na tarde desta terça-feira, 24 de março. O governo municipal ofereceu a reposição da inflação, com reajuste de 3,81% (IPCA), além de um aumento de 5% no Ticket Alimentação. Os sindicalistas decidiram barrar a proposta ainda na mesa e, assim, ela sequer será levada a uma assembleia da categoria.

O vice-presidente do SINDSPAM, Lucinei Custódio, disse que aguarda que a Prefeitura marque uma nova reunião ainda esta semana para tratar do tema. “Esperávamos receber um reajuste do IPCA, que fechou em 3,81% no final de fevereiro, além de um aumento real de salário”, destaca.

Custódio ressalta que a pauta do sindicato tem um total de 30 itens. “Dentro das cláusulas econômicas, reivindicamos o aumento real de salário, o aumento do ticket-refeição e o plano de carreira, que cobramos desde o governo Newton Lima. Até hoje, essa lei não está em vigor. O pessoal da Educação tem plano de carreira e o pessoal do SAAE também. Os demais servidores não têm plano de carreira. Isso impacta financeiramente e pode influenciar na nossa negociação salarial”, afirma.

Segundo ele, já foram realizadas várias reuniões e outras ainda serão feitas. “A ideia de greve não parte do sindicato. Depende de quanto o prefeito está disposto a negociar. A Justiça hoje considera todo serviço como essencial. Na Prefeitura, há muitos serviços essenciais. Vejo que, neste ano, a Prefeitura tem margem para um reajuste aceitável. Esperamos fechar a negociação com um bom acordo e sem greve”, ressalta.

Ele também explica que a expectativa é que o fechamento do acordo ocorra ainda este mês, para que o pagamento salarial já seja realizado com o reajuste. Caso a negociação avance para o mês de abril, o pagamento do trabalho exercido durante esse período será feito com valores retroativos, para readequar o salário referente ao mês de março.

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