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quarta, 19 de dezembro de 2018
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Fábrica da Volkswagen do Brasil em São Carlos atinge a marca de 9 milhões de motores produzidos

31 Out 2014 - 14h47

A fábrica da Volkswagen do Brasil em São Carlos acaba de conquistar a marca de 9 milhões de motores produzidos. O motor que marcou o número de 9 milhões foi o EA211 1.0l, versão que equipa os modelos Fox BlueMotion, up! e o cross up!, previsto para chegar ao mercado na primeira quinzena de novembro.

“A fábrica de São Carlos faz parte da era de Conexão Tecnológica da Volkswagen, com o lançamento dos motores da nova família EA211, que proporcionam ao consumidor brasileiro altos níveis de eficiência e inovação”, diz Thomas Schmall, presidente da Volkswagen do Brasil.

Inaugurada em 1996, a fábrica de São Carlos é responsável pela produção dos propulsores da família EA111 de 1.0l e 1.6l que equipam os modelos Voyage, Saveiro, Fox, CrossFox, SpaceFox, Gol e Polo.

Em 2013, com o investimento de R$ 335 milhões, deu início à produção da nova geração de motores do Grupo Volkswagen, o EA211, propulsor globalizado com alta tecnologia e destaque para performance e baixo consumo de combustível, nas versões 1.0l e 1.6l que equipam os modelos up!, Fox BlueMotion, Novo Fox Highline, Gol Rallye e Saveiro Cabine Dupla.

O motor 1.0l de três cilindros foi o grande vencedor da 47ª edição da premiação “Carro do ano”, promovida pela Revista Autoesporte, da Editora Globo. O júri formado por 16 jornalistas especializados e sete engenheiros convidados pela revista elegeram o motor EA211 1.0l três cilindros como o “Motor do Ano até 2.0l” e o Fox 1.0l BlueMotion, equipado com o propulsor, o “Carro Verde do Ano 2014”. A premiação é uma das mais importantes da indústria automobilística brasileira.

Para o mercado brasileiro, 100% dos motores recebem a tecnologia bicombustível Total Flex. Para o mercado externo são produzidos motores a gasolina; montados nos veículos para exportação e também enviados para a Argentina.

“A conquista dos 9 milhões de motores produzidos mostra como São Carlos tem se tornado cada vez mais estratégica para as operações da Volkswagen na América Latina. Além do alto nível tecnológico, as ações de sustentabilidade da fábrica são referência no Grupo Volkswagen”, declara Otto Joos, vice-presidente de Operações da Volkswagen do Brasil.

Ao longo de seus 18 anos, completados no último dia 12 de outubro, a unidade passou por diversas etapas de ampliação, tendo sua área construída atual em 83 mil m², um aumento de mais de 200% desde 1996. Com três prédios produtivos: EA111, EA211 e o de Usinagem e Montagem de Cabeçotes, possui seis linhas de montagens de motores, quatro linhas de usinagem de blocos, duas de usinagem de cabeçotes e três de montagem de cabeçotes.

“Aumentamos a capacidade produtiva nesses anos em quatro vezes. Aumentamos as linhas de produção de 3 para 15 linhas nesse período. Isso dá em média, a cada dois anos, uma grande modificação ou ampliação na fábrica”, diz Andreas Hemmann, gerente executivo da unidade.

Tecnologia

A fábrica de São Carlos tem realizado diversas inovações nos processos de produção de seus motores ao longo de seus 18 anos. Entre elas está o sistema de rastreabilidade de componentes e do mecanismo de torque dos os motores produzidos. O sistema permite a identificação, separadamente, das peças e de todo o processo ao qual cada componente foi submetido, desde a fabricação até o produto final, a fim de garantir a qualidade em cada detalhe.

Altamente modernas, as etapas de usinagem, processo responsável pela transformação da peça bruta em peça acabada, contam com o sistema MQL (Mínima Quantidade de Lubrificante), reduzindo drasticamente o consumo de óleo refrigerante.

Este sistema utiliza 0,1 litro de óleo refrigerante por hora, o que reduz em cerca de 99% o seu consumo na etapa de usinagem, quando comparado com o sistema usual. Neste processo, o cavaco (pedaços de material de peça bruta removidos para obter as dimensões finais), sai seco e é aspirado a vácuo para uma central, onde é prensado em peças para posterior reciclagem.

Sustentabilidade

O tema sustentabilidade se faz presente desde o início das atividades da fábrica, que foi a primeira unidade do Grupo Volkswagen fora da Europa a conquistar o certificado ambiental ISO 14001, em 1997, e se tornou referência em gestão ambiental para as demais unidades na América do Sul.

Com a maior área verde entre as fábricas da Volkswagen do Brasil, num total de 730 mil m², a fábrica de São Carlos possui 18,6 hectares de área de reserva legal. Preservando o cerrado, adota práticas sustentáveis permanentes através do reflorestamento da mata nativa, visando a preservação ambiental.

Neste ano, conquistou avanços significativos em preservação dos recursos naturais e consumo consciente. A unidade implementou diversos projetos para redução do consumo de água e energia elétrica, sob a coordenação de um comitê interno composto por executivos e empregados de todas as áreas da unidade. A fábrica conquistou uma economia de mais de 4,4 milhões de litros de água por ano. Esse volume equivale ao consumo diário de uma cidade como Brotas (a 65 km de São Carlos), de 23 mil habitantes.

Um dos projetos de destaque, realizado em parceria com a Engenharia de Manufatura, consiste na captação da água de chuva para ser utilizada na torre de resfriamento, que é usada para reduzir a temperatura das máquinas no processo produtivo. O processo começa com a captação da água de chuva por meio das calhas do prédio da fábrica. Essa água é filtrada, passa por uma caixa d’água de armazenamento, depois segue para a torre de resfriamento e, a partir desse ponto, é utilizada nas áreas produtivas.

A fábrica conta também com o “Caminho da Sustentabilidade”, projeto que acaba de celebrar seu primeiro ano de implementação, oferecendo aos visitantes a oportunidade de conhecer de perto a alta tecnologia da empresa na fabricação de motores e as principais ações que resultam em maior eficiência energética e ambiental. A iniciativa está em linha com o programa “Think Blue. Factory.”, lançado em nível mundial pelo Grupo Volkswagen com o objetivo de reduzir em 25% o consumo de água, energia emissões de resíduos, CO2 e solventes em todas as suas unidades industriais no mundo até 2018.

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