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quinta, 15 de janeiro de 2026
Economia

Procon aponta leve queda nos juros do empréstimo pessoal em janeiro; cheque especial segue estável

Levantamento mostra redução média de 0,3 ponto percentual no crédito pessoal, enquanto juros do cheque especial permanecem no teto de 8% ao mês

15 Jan 2026 - 18h20Por Jessica Carvalho R
juros emprestimo - Crédito: Freepikjuros emprestimo - Crédito: Freepik

A pesquisa mensal sobre a taxa média de juros para empréstimo pessoal, realizada pelo Procon-SP, revelou uma ligeira redução nas operações de crédito pessoal no mês de janeiro de 2026. Já a taxa do cheque especial permaneceu estável. O levantamento foi feito junto às principais instituições financeiras do país e reflete o cenário das condições de crédito para os consumidores neste início de ano.

Empréstimo pessoal

De acordo com o estudo, a taxa média mensal de juros do empréstimo pessoal ficou em 8,05% ao mês, o que representa uma queda de 0,3 ponto percentual em relação a dezembro. Entre os bancos pesquisados, o Bradesco apresentou a maior redução, passando de 9,86% para 7,96% ao mês — uma diminuição de 1,9 ponto percentual.

Em sentido oposto, o Banco do Brasil registrou leve aumento, com a taxa subindo de 6,62% para 6,72% ao mês. As demais instituições analisadas mantiveram seus percentuais sem alterações no período.

Cheque especial

No caso do cheque especial, a taxa média mensal permaneceu em 8% ao mês, sem variações em relação ao mês anterior. Todas as instituições financeiras pesquisadas mantiveram suas taxas, conforme determina a regulamentação do Banco Central do Brasil.

Desde 2020, a Resolução nº 4.765 do Banco Central limita a cobrança de juros do cheque especial para pessoas físicas ao teto de 8% ao mês.

Contexto econômico

Na última reunião de 2025, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu manter a taxa básica de juros, a Selic, em 15% ao ano. A próxima reunião do colegiado está prevista para os dias 27 e 28 de janeiro de 2026.

Orientações ao consumidor

O Procon-SP alerta que, apesar da leve redução observada nas taxas de juros do empréstimo pessoal, os patamares ainda são elevados e podem comprometer o orçamento familiar. A orientação é que o consumidor planeje seus gastos com cuidado, avalie alternativas para reduzir despesas e evite contrair dívidas desnecessárias.

Metodologia

A pesquisa foi elaborada pelo Núcleo de Pesquisas da Escola de Proteção e Defesa do Consumidor da Fundação Procon-SP, com dados coletados em 6 de janeiro de 2026. Foram analisadas as taxas praticadas por Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú, Safra e Santander. O estudo considerou taxas máximas pré-fixadas para clientes pessoa física não preferenciais, com prazo de 12 meses para empréstimo pessoal e 30 dias para cheque especial.

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