Minha Casa Minha Vida - O mercado imobiliário do Estado de São Paulo apresentou desaceleração em novembro de 2025, segundo levantamento realizado pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (CRECISP). A pesquisa ouviu 2.058 imobiliárias em todo o Estado e apontou queda de 25,22% no volume de vendas e de 13,89% nas locações de casas e apartamentos residenciais usados, na comparação com o mês de outubro.
Apesar do recuo pontual, os dados indicam que o setor segue estruturado e com fundamentos sólidos. A maior parte das transações realizadas em novembro contou com financiamento bancário, que respondeu por 65,8% dos negócios. Desse total, a CAIXA foi responsável por 48,8% dos financiamentos, enquanto os demais bancos somaram 17%. As vendas à vista representaram 19,9%, os parcelamentos diretos com proprietários, 11,6%, e os consórcios, 2,7%.
A pesquisa revelou ainda que 55% dos imóveis vendidos foram apartamentos e 45% casas. A preferência dos compradores concentrou-se em imóveis com valores acima de R$ 500 mil. Em relação ao perfil, tanto casas quanto apartamentos mais comercializados possuíam dois dormitórios. A área útil variou entre 50 m² e 100 m² no caso das casas e até 50 m² para apartamentos. Quase metade dos imóveis negociados (48,1%) estava localizada na periferia das cidades pesquisadas.
De acordo com o CRECISP, a retração observada em novembro reflete um ajuste natural após meses de oscilações ao longo do ano, influenciado pelo cenário econômico e pela maior cautela de compradores. Ainda assim, a concentração da demanda em imóveis residenciais usados e a forte presença do crédito imobiliário demonstram a resiliência do mercado paulista, mesmo em um período de desaceleração.
Fiador lidera garantias nas locações
No segmento de locações, a maioria dos contratos firmados em novembro teve valores entre R$ 1.000 e R$ 1.500, faixa que concentrou 31,8% dos aluguéis. A localização também seguiu um padrão semelhante ao das vendas, com 64,1% dos imóveis alugados situados na periferia.
O fiador permaneceu como a principal garantia locatícia, presente em 58,2% dos contratos. Em seguida, apareceram o depósito caução, com 18,8%, e o seguro fiança, com 13,5%.
Assim como nas vendas, o volume de locações caiu 13,89% em novembro em relação a outubro. Entre os cancelamentos de contratos registrados no período, 39,7% ocorreram porque os inquilinos buscaram aluguéis mais baratos; 15,9% migraram para imóveis com valores mais altos; e 44,4% mudaram-se sem apresentar justificativa.
O perfil dos imóveis alugados manteve-se semelhante ao das vendas, com predominância de casas e apartamentos de dois dormitórios. As casas apresentaram área útil entre 50 m² e 100 m², enquanto os apartamentos tiveram, em sua maioria, até 50 m².
Mesmo diante da redução no ritmo das negociações em novembro, os dados da Pesquisa CRECISP indicam que o mercado imobiliário paulista segue ativo e com potencial de retomada nos próximos meses, especialmente com a manutenção do crédito e a estabilidade da demanda por imóveis residenciais.




