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terça, 13 de janeiro de 2026
Globalização

Exportações de São Carlos cresceram 20% em 2025

Mesmo com a tarifação tendo causado queda de cerca de 50% nas vendas para os EUA, empresas de São Carlos conseguiram ampliar o comércio externo com outros mercados.

13 Jan 2026 - 05h50Por JM
A Tecumseh do Brasil é uma das empresas que exporta seus produtos para os Estados Unidos - Crédito: DivulgaçãoA Tecumseh do Brasil é uma das empresas que exporta seus produtos para os Estados Unidos - Crédito: Divulgação

Mesmo tendo sofrido os efeitos do tarifaço contra produtos brasileiros, baixado pelo presidente norte-americano Donald Trump, as exportações de São Carlos saltaram 20% em 2025, em comparação a 2024. As empresas da cidade venderam US$ 501,6 milhões para o mercado externo em 2024 e US$ 603,2 milhões em 2025.

O tarifaço causou uma queda de pouco mais de 50% nas exportações de São Carlos para os EUA. Entre janeiro e julho, antes das medidas de Trump, o total de exportações para o país norte-americano chegou a US$ 122,3 milhões. Entre agosto e dezembro, no período pós-tarifaço, o volume de vendas dos produtos são-carlenses para os EUA caiu para US$ 60,5 milhões.

Os Estados Unidos consolidaram-se como o principal destino das exportações de São Carlos em 2025, com US$ 182,8 milhões, à frente do México (US$ 140,1 milhões), Argentina (US$ 50,2 milhões), Chile (US$ 49,9 milhões) e Colômbia (US$ 29,9 milhões). O dado reforça a forte inserção da indústria local no mercado norte-americano, especialmente em produtos de maior valor agregado.

A análise ao longo do ano, no entanto, revela uma mudança significativa de comportamento a partir de agosto, mês em que entrou em vigor o tarifaço anunciado pelo governo Donald Trump sobre produtos importados. Entre janeiro e julho de 2025, as exportações de São Carlos para os EUA somaram US$ 122,3 milhões, o equivalente a cerca de 67% de todo o volume anual. Já no período de agosto a dezembro, o valor caiu para US$ 60,5 milhões.

A desaceleração no segundo semestre indica um impacto direto das novas barreiras tarifárias, que tendem a elevar custos, reduzir a competitividade e levar empresas a rever contratos, volumes e estratégias logísticas. O movimento também pode refletir uma antecipação de embarques no primeiro semestre, como forma de mitigar riscos antes da entrada em vigor das novas tarifas.

Apesar desse cenário, o desempenho anual demonstra a robustez da base industrial de São Carlos e reforça a necessidade de diversificação de mercados, redução da dependência de um único destino e fortalecimento de políticas de apoio à exportação em contextos de maior protecionismo comercial.

“São Carlos tem uma base industrial bastante diversificada, com empresas de diferentes setores e níveis tecnológicos, o que é um diferencial importante para enfrentar momentos de instabilidade no comércio internacional. Essa diversidade industrial permite que a economia regional seja mais resiliente. Mesmo quando um mercado específico enfrenta dificuldades, como no caso das exportações para os Estados Unidos após o tarifaço, outros setores e destinos ajudam a equilibrar o desempenho”, afirma o diretor regional do CIESP, Paulo Giglio.

Exportações de São Carlos-SP em 2025 – janeiro a dezembro:

EUA – US$ 182,8 milhões
México – US$ 140,1 milhões
Argentina – US$ 50,2 milhões
Chile – US$ 49,9 milhões
Colômbia – US$ 29,9 milhões

Exportações de janeiro a julho de 2025 para os EUA:
US$ 122,3 milhões

Exportações de agosto a dezembro de 2025 para os EUA:
US$ 60,5 milhões

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