patriciazanifoto - A aposentadoria — ou um benefício por incapacidade — deveria representar tranquilidade depois de anos de trabalho e contribuição. Mas, na prática, para milhares de brasileiros, esse momento vira frustração, insegurança e uma espera interminável.
Em São Carlos e região, o cenário se repete: pedidos de aposentadoria, auxílio-doença e benefícios por incapacidade são negados ou ficam meses parados no Instituto Nacional do Seguro Social. As famílias ficam sem renda e, pior, sem uma explicação clara sobre o motivo da negativa.
O dado que mais chama atenção é este: na maioria das vezes, a negativa não significa ausência de direito, mas sim erro no cadastro, falha documental ou aplicação incorreta das regras previdenciárias.
Quando o problema não é o segurado — é o sistema
O INSS é um sistema extremamente técnico, que depende de informações corretas registradas ao longo de toda a vida laboral do segurado. Qualquer inconsistência pode levar ao indeferimento automático — muitas vezes feito por análise eletrônica, por robôs.
Entre os erros mais comuns, destaco:
· vínculos de emprego que não aparecem no CNIS;
· contribuições pagas, mas não computadas;
· atividade insalubre ou perigosa não reconhecida;
· períodos como autônomo, MEI ou trabalho rural mal registrados;
· laudos médicos incompletos ou avaliações equivocadas;
· erro no cálculo do tempo de contribuição.
O problema é que muita gente só descobre essas falhas depois da negativa. E, ao receber o “indeferido”, acredita que não há mais o que fazer — quando, na verdade, há caminhos administrativos e judiciais possíveis.
A Reforma da Previdência complicou (e muito)
Desde a Reforma da Previdência, o sistema ficou mais rígido e, ao mesmo tempo, mais confuso. Hoje, existem diversas regras de aposentadoria, múltiplas regras de transição e exigências que variam conforme a data e a forma das contribuições.
O que pouca gente sabe — e quase ninguém explica — é que:
· direitos adquiridos continuam valendo;
· regras antigas ainda podem ser aplicadas em muitos casos;
· um pedido feito de forma errada pode atrasar o benefício por anos;
· a escolha equivocada da regra pode reduzir o valor da aposentadoria de forma permanente.
Ou seja: pedir o benefício sem análise técnica e sem cálculos não é apenas arriscado — pode gerar prejuízo financeiro definitivo.
Se você:
· teve aposentadoria ou benefício negado;
· está aguardando análise há meses;
· trabalhou em atividade insalubre ou perigosa;
· contribuiu como autônomo, MEI ou trabalhador rural;
· não sabe se já pode se aposentar;
Não desista antes de se informar corretamente.
A Previdência Social é um direito, mas exige estratégia, documentação adequada e leitura técnica das regras.
A reflexão é simples: muitas negativas não são o fim do caminho — são apenas um sinal de que o pedido não foi feito da forma correta.
Procure um advogado previdenciarista de sua confiança e esclareça suas possibilidades antes de abrir mão de um direito que pode ser seu.





