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quarta, 23 de setembro de 2020
S.Carlos no mundo da ciência e da tecnologia

Câmara de ozônio na descontaminação de dinheiro, papel, pastas, livros e documentos

Entrevistado: Prof. Dr. Vanderlei Salvador Bagnato( Diretor do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) – USP e Coordenador do Centro de Pesquisa em Óptica e Fotônica (CEPOF) – IFSC - USP

23 Ago 2020 - 09h08Por Kleber Chicrala
Em um supermercado o dinheiro pode chegar a passar em três mãos em menos de 5 minutos, podendo assim propagar o CORONA VIRUS – Covid 19.  Pesquisa e Tecnologia desenvolvida pela USP - CEPOF – IFSC - EMBRAPII em parceria com empresas contribui com eficiênc - Crédito: DivulgaçãoEm um supermercado o dinheiro pode chegar a passar em três mãos em menos de 5 minutos, podendo assim propagar o CORONA VIRUS – Covid 19. Pesquisa e Tecnologia desenvolvida pela USP - CEPOF – IFSC - EMBRAPII em parceria com empresas contribui com eficiênc - Crédito: Divulgação
À medida que fomos entendo melhor a pandemia causada pelo CORONA VIRUS – Covid 19, mais ficamos preocupados e mais pudemos nos proteger contra ele. As tecnologias forma aparecendo rapidamente e promoveram melhorias consideráveis nas condições ambientais que minimizam as chances de contaminação. Apesar de nada poder ser descartado, em especial os ítens de proteção pessoal ( mascaras e santizantes para mãos), ainda temos alguns desafios importantes. Dentre estes está a descontaminação de dinheiro, ítem de grande circulação, como os livros das bibliotecas, e principalmente processos que passam de Mão em Mão nos diversos setores administrativos públicos e privados. Imagine quantos processos judiciais o profissional do direito tem que manusear todos os dias e dividir com diversas pessoas? E as notas de dinheiro?  Todos sabem a alta circulação que eles apresentam. Em um supermercado o dinheiro pode chegar a passar em três mãos em menos de 5 minutos. É um dos ítens mais contaminados que temos, e todos continuam andando com ele no bolso. Em um pedágio, o dinheiro pode circular em diversas mãos em minutos. Estes itens, também precisam ser descontaminados. Como fazer? Imagine passar ultra-violeta em todas páginas de um  processo, ou mesmo borrifar álcool nas notas de dinheiro. Pensando nisto , e nas necessidades da própria Universidade de São Paulo, O Instituto de Física de São Carlos da USP, desenvolveu um sistema constituindo de ciclos de vácuo ( remoção do ar) e injeção de Ozônio ( gás sanitizandte) para diminuir a contaminação destes ítens. A chamada câmara de Ozônio, desenvolvida em parceria com duas empresas, com o apoio do programa EMBRAPII e FAPESP,  consegue descontaminar de forma eficiente dinheiro, livros e documentos minimizando o transporte dos microorganismos entre os usuários do mesmo ítem.
 
Câmaras construídas pelo IFSC – CEPOF - USP em parceria com empresas do programa EMBRAPII – Unidade de São Carlos
 
O sistema funciona colocando os itens em seu interior, fazendo vácuo, o ar é retirado, mesmo entre as páginas de um livro, ou entre as notas de um pacote de dinheiro. Após o ciclo de vácuo, gás Ozônio é injetado e penetra em todas porções onde havia ar, e portanto penetrando por entre as páginas ou notas. Como o gás Ozônio , oxida vírus e microorganismo em geral, ele promove a descontaminação dos ítens sem termos que ir de página por página, ou nota por nota.
 
Testes feitos com inóculos de microorganismos em pastas, livros, processo e pacotes de dinheiro mostraram alta eficiência no processo. Os resultados monstrados abaixo demonstram esta eficiência.
 
Diminuição dramática dos contaminantes das notas de dinheiro em um pacote
 
De um modo geral atinge-se mais de 3 casas logarítmicas de descontaminação , que representam diminuição de 99,9% dos microorganismos com três ciclos de vácuo-ozônio que leva menos de 5 minutos cada.
 
 
Gráfico de redução de E. coli (log UFC/mL) para cada ciclo de ozônio (0, 1, 3, 5, 7, 9) para cada ítem avaliado (dinheiro, papel, pasta, livro).
 
O processo é eficiente e preserva a qualidade dos ítens processados, de modo que por iniciativa da Pró-reitoria da Universidade de São Paulo(USP) , será utilizado em muitas das unidades que precisam deste tipo de processamento.
 
Segundo o coordenador do projeto, Prof. Dr. Vanderlei Salvador Bagnato( Diretor do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) – USP e Coordenador do Centro de Pesquisa em Óptica e Fotônica (CEPOF) – IFSC - USP, a câmara de ozônio foi primeiro usada na descontaminação de mascaras para uso hospitalar, mas na verdade, ela serve para muito mais, e agora chegou a hora de usar esta tecnologia amplamente. Salienta o professor Bagnato que o processo é seguro, e não expõe os usuários a qualquer quantidade de Ozônio.
Talvez no Brasil , não precisaremos fazer como na China, onde grandes quantidades de dinheiro tiveram que ser destruídas para conter a contaminação das pessoas.
 
Em um supermercado o dinheiro pode chegar a passar em três mãos em menos de 5 minutos, podendo assim propagar o CORONA VIRUS – Covid 19.  Pesquisa e Tecnologia desenvolvida pela USP - CEPOF – IFSC - EMBRAPII em parceria com empresas contribui com eficiência para diminuir os riscos de contaminação.
 
Fontes: Kleber Jorge Savio Chicrala – Jornalismo Científico do CEPOF – INCT – IFSC – USP e 
Prof. Dr. Vanderlei Salvador Bagnato( Diretor do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) – USP e Coordenador do Centro de Pesquisa em Óptica e Fotônica (CEPOF) – IFSC - USP
 
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