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segunda, 02 de fevereiro de 2026
Crise na Venezuela

Invasão de Trump objetivou controle do petróleo, destaca cientista política da UFSCar

Gleydilucy Oliveira vê como ironia do destino que o país que se gaba de ser uma grande democracia agir de forma totalmente autoritária

05 Jan 2026 - 17h50Por Da redação
Donald Trump - Crédito: Unsplash Donald Trump - Crédito: Unsplash

A iniciativa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de invadir a Venezuela, com um ataque em larga escala ao país, e capturar o seu presidente, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, é uma postura condenada por especialistas em geopolítica no Brasil.

Trump acusa Maduro de liderar uma organização criminosa voltada para o tráfico internacional de drogas. Bombardeios norte-americanos a embarcações nas águas do Caribe ocorreram nos últimos meses.

CONTROLE DO PETRÓLEO A cientista política da UFSCar, Gleydilucy Oliveira, afirma que está cada vez mais evidente que o foco de Trump é controlar a produção de petróleo na Venezuela. "Ele também deixa claro que caberá aos EUA a administração do país até que haja um governo possível de se fazer uma transição".

Ela ressalta que as instituições e lideranças internacionais defendem, e as regras da ONU preveem, que nenhum governo soberano possa ter seu governo alterado ou deposto por intervenção de outro país soberano. "Quem tem que resolver isso é a população venezuelana, com apoio internacional, e não um país invasor. O presidente Trump fala, em seu pronunciamento, em controlar a produção de petróleo e comandar um governo transitório na Venezuela. O próprio Trump anunciou suas intenções reais, ao invés de questionar a possibilidade de fraude nas eleições de 2024."

Rechaçar a postura dos EUA, explica Gleydilucy, não significa, de forma alguma, legitimar o governo de Nicolás Maduro. "A gente sabe que a questão política na Venezuela é complicada. Ninguém está dizendo que Maduro é um democrata. O que estamos dizendo e defendendo é que não se pode resolver o problema interno de um país com a intervenção militar de outro país. Os problemas de um país têm que ser resolvidos pela população desse país. Este é o princípio da soberania e da autodeterminação, que fundamenta as relações internacionais e as cartas e acordos da ONU".

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