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quarta, 21 de janeiro de 2026
Brasil

Orelhões serão aposentados em todo o Brasil

20 Jan 2026 - 21h36Por Da redação
Orelhão  - Crédito: Agência BrasilOrelhão - Crédito: Agência Brasil

Os últimos cerca de 30 mil telefones de uso público, popularmente conhecidos como orelhões, já têm data marcada para sair definitivamente das ruas brasileiras. A aposentadoria dos equipamentos está prevista para o final de 2028, encerrando um ciclo iniciado em 1972, quando os aparelhos passaram a ser instalados em todo o país.

Com design assinado pela arquiteta Chu Ming Silveira, chinesa radicada no Brasil, os orelhões se tornaram um dos maiores ícones urbanos do país. Em seu auge, a rede chegou a contar com mais de 1,5 milhão de terminais, mantidos pelas concessionárias de telefonia fixa como contrapartida obrigatória do serviço.

A retirada definitiva dos aparelhos ocorre após o encerramento, em dezembro de 2025, dos contratos de concessão firmados em 1998, que incluíam a manutenção dos telefones públicos. A adaptação desses contratos para o modelo de autorizações de serviço, regido pelo regime privado, passou a prever a extinção gradual dos orelhões dentro do plano de universalização do acesso à telefonia.


Foto Agência Brasil

Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), com a proximidade do fim das concessões, tornou-se necessária uma discussão mais ampla sobre o modelo adotado, com o objetivo de estimular investimentos em redes de suporte à banda larga. Nesse contexto, as concessionárias buscaram acordos com o poder público para viabilizar a migração do Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC) do regime de concessão para o de autorização.

O processo ganhou complexidade adicional diante da situação financeira da Oi, concessionária responsável pelo maior número de orelhões no país, que enfrenta uma grave crise desde 2016 e possui processo de falência em andamento.

Na prática, cerca de 9 mil telefones de uso coletivo ainda permanecerão em funcionamento até 2028, especialmente em localidades onde não exista cobertura mínima de telefonia móvel 4G. Atualmente, a maior concentração desses equipamentos está no estado de São Paulo, e a localização pode ser consultada no site da Anatel.

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