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domingo, 08 de março de 2026
Dia internacional da mulher

Estado de SP concentra 51% de mulheres na população

Últimos dados levantados pela Fundação Seade mostram que a predominância feminina avança no Estado desde 1980

08 Mar 2026 - 06h23Por Da redação
Em 2024, todas as regiões administrativas do Estado passaram a registrar maioria feminina, embora as RAs de Itapeva e Registro permanecessem mais próximas do equilíbrio - Crédito: Agência BrasilEm 2024, todas as regiões administrativas do Estado passaram a registrar maioria feminina, embora as RAs de Itapeva e Registro permanecessem mais próximas do equilíbrio - Crédito: Agência Brasil

As mulheres já são maioria no Estado de São Paulo. Dados da Fundação Seade revelam que, em 2024, data do último levantamento, as mulheres representavam 51% da população paulista, um total de 23,2 milhões de pessoas, enquanto os homens correspondiam a 49%.

A evolução histórica mostra mudanças significativas observadas no período de 1940 a 2024. Entre 1940 e 1970, a população masculina predominava no Estado. Em 1980, a relação entre os sexos atingiu o equilíbrio (100,01%). A partir de então, o número de mulheres passou a superar o de homens gradualmente, ampliando essa diferença até os dias atuais.

“O maior número de mulheres em comparação ao de homens no Brasil e no Estado de São Paulo segue a mesma trajetória do que se constata na Europa e nos EUA. A leve predominância das mulheres proporcionalmente na população tem algumas explicações. No início do século 20, a predominância era de homens, de forma específica no Estado de São Paulo, devido à imigração e à necessidade de homens na lavoura de café”, explica o economista são-carlense Sérgio Perussi.

Ele destaca que, a partir da década de 40, ocorre uma mudança que continua até os dias de hoje, com maior número de mulheres. De forma geral, no mundo, explicações como guerras e trabalhos mais pesados e de maiores riscos levam os créditos para o menor número de homens, pela exposição deles a esses riscos. Também é um fator o fato de que as mulheres vivem, em média, cerca de cinco anos a mais que os homens, pelos mesmos motivos — guerras e trabalhos de maior risco, inclusive esportes e atividades mais radicais —, além de experimentarem uma vida mais pautada por cuidados com a saúde e algumas doenças cardiológicas que atingem mais os homens. Também há de se considerar que a violência, com mortes, em geral, atinge mais os homens.

Mas há, segundo Perussi, regiões onde o número de homens supera o de mulheres, como na China, na Ásia e em parte do Oriente Médio. Na China, pela preferência por homens por questões culturais, e em algumas partes do Oriente Médio pela imigração de homens para as atividades petrolíferas e de construção civil.

“A consequência disso, voltando ao Estado de São Paulo, é que essa proporção maior de mulheres na sociedade paulista deve vir acompanhada cada vez mais de políticas públicas que valorizem as mulheres e da conscientização cada vez maior de que a mulher tem o direito natural de ter condições de vida individual e coletiva no mesmo padrão experimentado pelos homens, tendo em vista que a trajetória histórica da civilização foi construída dentro de parâmetros que consideravam o homem como superior à mulher”, comenta ele.

DIFERENÇAS POR FAIXA ETÁRIA – Entre os menores de 15 anos, sempre houve menos mulheres do que homens, principalmente em razão do maior número de nascimentos masculinos. No grupo de 15 a 59 anos, as mulheres passaram a superar numericamente os homens a partir de 1991.

Já entre as pessoas de 60 anos ou mais, a predominância feminina é observada desde 1970 (106,4 mulheres para cada 100 homens) e se intensifica ao longo do tempo. Em 2024, essa relação passou para 132,5 mulheres por 100 homens, indicando uma maior longevidade feminina.

MAIORIA FEMININA EM TODAS AS REGIÕES EM 2024 – Em 1991, apenas duas regiões do Estado de São Paulo registravam maioria feminina: a Região Metropolitana de São Paulo (104,9 mulheres por 100 homens) e a Região Administrativa de Santos (104,2). Nas demais regiões, predominava equilíbrio ou uma leve maioria masculina.

Em 2024, o cenário é outro: todas as regiões administrativas do Estado passaram a registrar maioria feminina, embora as RAs de Itapeva e Registro permanecessem mais próximas do equilíbrio.

Entre 1991 e 2024, o crescimento da participação feminina foi mais expressivo nas Regiões Administrativas de Ribeirão Preto, Franca, Campinas, São José dos Campos e Santos, além da Região Metropolitana de São Paulo. Ao longo de todo o período, destacam-se a RM de São Paulo, cujo indicador passou para 111,0 mulheres por 100 homens, e a RA de Santos, que atingiu 111,1 em 2024, superando a metrópole paulista.

Para mais informações: https://informa.seade.gov.br/integra/?analise=a-populacao-paulista-esta-mais-feminina

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