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sexta, 14 de dezembro de 2018
Mais polêmica

Por constrangimento, Marcos Paranhos abrirá processo crime contra a Câmara Municipal

Integrante da Liga da Justiça dos Fiscais Populares, ele disse que foi humilhado pelo vereador Leandro Guerreiro e irá até as “últimas consequências”.

14 Jun 2018 - 09h00Por Redação
“Passei por um grande constrangimento na Câmara e agora vou até as últimas consequências”, garantiu Paranhos - Crédito: Divulgação“Passei por um grande constrangimento na Câmara e agora vou até as últimas consequências”, garantiu Paranhos - Crédito: Divulgação

Um ato que teria causado constrangimento e humilhação durante a sessão ordinária realizada na Câmara Municipal no dia 29 de maio, deverá terminar em representação e processo crime contra o Legislativo são-carlense. A afirmação foi dada por Marcos Paranhos na noite desta quarta-feira, 13, ao São Carlos Agora.

Em entrevista, na tarde daquele dia foi até a Câmara para presenciar a sessão quando, da Tribuna o vereador Leandro Guerreiro Amaral (PSB) proferiu seu nome e fez afirmações sobre sua pessoa. Ao tentar indagar o parlamentar, foi retirado da sessão por guardas municipais. Em frente à Câmara, frente a frente, indagou Leandro em uma conversa tensa. Um vídeo foi feito e veiculou nas redes sociais.

“Me senti constrangido e estou com um time de advogados e vamos tomar as medidas judiciais cabíveis. Foi humilhante sair da Casa de Leis daquela forma. Foi vergonhoso. Pode ter certeza. Irei até as últimas consequências contra a Câmara, contra este vereador e se for o caso, até a Guarda Municipal”, garantiu Paranhos.

ENVERGONHADO

Desde o episódio, Paranhos garante estar envergonhado. “Nunca passei por isso. Tenho 40 anos, um carrinho e uma casinha. Tenho um projeto social no Nosso Lar, onde cuido de 50 crianças carentes. Sou filho adotivo e perdi meu pai (João Paranhos) quando tinha 14 anos. Foi uma família que me tirou da favela e me deu dignidade e um porto seguro. Passei fome e frio e na época tinha uma porta grande para ingressar na criminalidade. Mas escolhi outra porta. A porta do trabalho, da honestidade”, disse, indignado.

“Agora, ser atacado por um cidadão [Leandro Guerreiro] que nos deveria representar na política, é inadmissível. Isso é opressão. Este país tem que mudar. Temos que honrar o verde e o amarelo de nossa bandeira e ter na política cidadãos de bem. Uma atitude assim não pode passar impune”, finalizou.

Paranhos disse ao SCA que integra a Liga da Justiça dos Fiscais Populares e possui um trabalho social no Nosso Lar onde ensina capoeira (com supervisão do mestre Taroba do Jangadeiro de Ouro) e dança de rua para aproximadamente 50 crianças de famílias carentes.

PROCESSO CRIME

Nesta semana, a Câmara Municipal de São Carlos deverá receber uma representação e ser informada sobre um processo crime que será impetrado por advogados que representam Marcos Paranhos. A informação foi passada pela Consultora Jurídica Andreia Oliveira Santos.

“No dia 29 de maio ele foi colocado para fora da Câmara Municipal de forma violenta, durante uma sessão”, disse a consultora. “Nosso cliente foi citado e quando tentou responder, foi tirado do plenário sem nenhum tipo de defesa. A Constituição Brasileira é bem clara: todas as pessoas têm o direito de ampla defesa e no momento que foi citado, teria a oportunidade de se defender. Contudo, foi retirado e jogado para fora como um bandido. Isso não pode acontecer em hipótese alguma”, garantiu Andreia. “Vamos entrar inicialmente com uma representação na Câmara e posteriormente um processo crime”, assegurou.

CÂMARA

O presidente da Câmara Municipal, Julio César (DEM) não escondeu que ficou em uma saia justa e tentou amenizar a situação. “Quando presidia a sessão, o vereador (Guerreiro) estava no plenário e se dirigiu ao cidadão (Paranhos) ao citar seu nome, que ficava nas redes sociais. Ele se sentiu ofendido e foi tirar satisfação e ocorreu um bate-boca. Dei sinal para os responsáveis que os ânimos fossem acalmados. Mas ai os GMs entraram e tiraram o Marcos do plenário. Queria dizer que ele já utilizou a Tribuna da Câmara e gostaria que ele retornasse com mais calma. Tentei chama-lo, mas foi embora”, afirmou Julio, salientando que chamou a atenção do vereador.

“A Câmara não é local de embates e pedi ao Leandro para que isso nunca mais acontecesse. Queria pedir desculpas ao Marcos sobre o ocorrido e que ninguém deveria ter sido retirado do plenário”, finalizou o parlamentar.

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