
Após três meses de investigação, a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Araraquara identificou dois homens acusados de envolvimento no assassinato do empresário Fábio Cross, ocorrido em setembro na casa noturna Almanque Bar & Club.
Na última terça-feira (3), foram efetuadas as prisões temporárias de D.H.R.V., de 38 anos, segurança da casa noturna, e E.C.F. M., de 20 anos, cliente do local. Ambos foram ouvidos e encaminhados à Cadeia Pública de Santa Ernestina, onde permanecem à disposição da justiça.
Câmeras de segurança e laudo confirmam asfixia como causa da morte
As imagens captadas por câmeras de segurança foram fundamentais para identificar os suspeitos e entender as circunstâncias do crime. Os vídeos, analisados pelo sistema de inteligência da DIG, mostraram detalhes das agressões que levaram à morte de Fábio Cross.
De acordo com o delegado Renato Cândido Soares, responsável pelo caso, a apreensão dos HDs com as gravações foi um processo desafiador, exigindo duas operações. “Foi possível ver a dinâmica do ocorrido, como foram as agressões que vitimaram o Fábio”, explicou o delegado em entrevista ao repórter Flavio Fernandes, do portal Araraquara Agora.
Além disso, os laudos finais confirmaram que a causa da morte foi asfixia mecânica por estrangulamento. “Concluiu-se o estrangulamento da vítima, caracterizando morte por asfixia. Dessa forma, foram pedidas as prisões preventivas”, destacou o delegado.
Outros três envolvidos já foram identificados, mas ainda não foram localizados.
Golpe conhecido como ‘guilhotina’ foi usado no crime
Segundo a advogada da família da vítima, Josimara Veiga Ruiz, as imagens não deixam dúvidas sobre a violência do ato. “Tudo ficou bem claro, nas imagens, as ações dos acusados e de pessoas que poderiam fazer algo e não fizeram. Os laudos ainda comprovaram que o Fábio foi morto em decorrência da ação dos acusados e por meio de asfixia mecânica, de golpe conhecido como ‘guilhotina’”, afirmou.
A advogada também ressaltou a importância do julgamento. “Esperamos que eles sejam julgados pelo Tribunal do Júri, para que a sociedade decida a respeito do que fizeram com o Fábio, pois ele morreu nas mãos destas pessoas.”
Família clama por justiça
A prima de Fábio Cross, Fabi Virgílio, emocionada, expressou a indignação da família: “Queremos levar os acusados ao Tribunal do Júri pelo crime de homicídio. Que eles sejam punidos por tudo o que fizeram.”