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segunda, 16 de setembro de 2019
Meio Ambiente

“Ignorar a importância de preservar a Amazônia é destruir nossa própria riqueza”, diz Azuaite

29 Ago 2019 - 10h15Por Redação
“Ignorar a importância de preservar a Amazônia é destruir nossa própria riqueza”, diz Azuaite - Crédito: Divulgação Crédito: Divulgação

O vereador Azuaite França (Cidadania23) pronunciou-se em nome de seu partido na sessão da Câmara Municipal, abordando a gravidade da crise da Amazônia, que afeta o país, no qual nossa cidade está inserida. “Na medida em que o Brasil é agredido, São Carlos está sendo agredida também, e não se entenda ser agredido por falar a verdade necessária sobre desmandos, erros e equívocos e tudo aquilo que acontece no Brasil”.

Azuaite citou o antropólogo francês Claude Lévi-Strauss, um dos grandes intelectuais do século XX, personagem fundamental na criação da antropologia no Brasil e na fundação e vida inicial da Universidade de São Paulo. “A Lévi-Strauss é atribuída a seguinte frase: o Brasil vai sair da barbárie para a decadência sem conhecer a civilização”.

“Os fatos com relação a crise da Amazônia nos mostram muito claramente essa situação, porque temos à frente do Brasil alguém que não acredita na ciência, alguém que não acredita na evidência dos fatos, ignora a foto preocupando-se apenas com a interpretação daquilo que vê mas não enxerga ou se enxerga, quer enxergar de maneira enviesada, diferente do real”, disse.

O vereador também citou a fala da ex-ministra Marina Silva: “A Amazônia está sendo queimada por uma mistura de ignorância com interesses truculentos; o governo está inaugurando um tempo de delinquência livre em que pode agredir a natureza e as comunidades sem receio de punição. Não negligenciemos o prenúncio como no passado, pois o que ameaça refazer-se é tanto pelo resultado - tudo queimado – quanto pelo caráter sistemático de destruição, a tragédia das tragédias, o holocausto”.

“Não são apenas as arvores, não é apenas a fauna, são seres humanos e a grande riqueza deste país que é a biodiversidade da Amazônia”, acrescentou. “Mas quando se toca nesse assunto - e o presidente da República procurou ignorar os fatos revelados por uma agência que ele desmontou, sobre as queimadas no Brasil -, tudo o que se fala inclusive aqueles que ajudam a Amazônia, é dizer que existe ingerência. Quando não existe gerência tudo aquilo que se enxerga na sua ausência é visto, chamado e tachado como ingerência”.

Azuaite fez referência à biodiversidade, salientando que na Amazônia existe uma planta da qual se extrai a bergenina, que tem poder antiinflamatório muito grande, e é também antioxidante. “Os laboratórios Merck vendem no Brasil a bergenina purificada por mil reais o miligrama. O preço do ouro é 125 reais o grama. Um miligrama de bergenina vale, portanto, 8 mil vezes mais do que o miligrama do ouro”.

“Essa é a biodiversidade que temos na Amazônia e que nós não sabemos explorar e entregamos ao atraso porque o agronegócio avançado não pensa na destruição, ao contrário, pensa na preservação. Nós estamos destruindo a nossa própria riqueza quando viramos as costas a evidencia e não defendemos como deveríamos o Brasil, o planeta e a vida”.

Azuaite alertou que o governo deveria rever sua posição quanto ao tema das queimadas na Amazônia, reconhecer a importância da floresta para o país e para o mundo e conjugar esforços internacionais para preservá-la e valorizá-la pelo conhecimento. Há pelo menos 400 plantas amazônicas que poderiam ser desenvolvidas, centenas com propriedades medicinais a serem pesquisadas.

“Essa é uma riqueza que o Brasil possui e ignorá-la contraria nossas tradições históricas, traz prejuízos econômicos, políticos e sociais que penalizam o nosso país. A visão do governo do turno não é a visão dos brasileiros, conscientes da importância de preservar a floresta”, finalizou.

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