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segunda, 16 de setembro de 2019
Polêmica

Comissão de Direito Humanos pede para Prefeitura aguardar sindicância antes de empossar Carla Campos

04 Set 2019 - 09h28Por Redação São Carlos Agora
Comissão de Direito Humanos pede para Prefeitura aguardar sindicância antes de empossar Carla Campos - Crédito: São Carlos Agora Crédito: São Carlos Agora
O presidente da Comissão de Defesa do Consumidor, Direitos Humanos e Relações do Trabalho da Câmara Municipal de São Carlos, o vereador Edson Ferreira (Republicanos), apresentou na sessão ordinária desta terça-feira (3) uma moção de apelo pedindo para que Prefeitura aguarde a conclusão da sindicância interna em relação ao caso de Carla Maria Campos, acusada de crime de racismo por duas funcionárias da Prefeitura.
 
A Prefeitura Municipal publicou no dia 31 de agosto uma portaria com a nomeação de Carla Campos, irmã do ex-vereador Carlinhos Campos, para cargo indicado de diretora de Departamento de Patrimônio Cultural na Fundação Pró-memória.
 
“Estamos acompanhando a sindicância com os membros da comissão, advogados e membros da comunidade negra esperando justiça. É uma acusação muito grave. Espero que o prefeito Airton Garcia tome atitude a respeito disso. O prefeito tem que esperar o resultado da sindicância, para ver se houve ou não o crime”, afirmou Edson Ferreira. Os outros dois membros da comissão são os vereadores Malabim (PTB) e Moisés Lazarine (DEM).
 
Para o vereador Edson, nomear Carlas Campo neste momento foi desrespeitoso com a sindicância, com a comunidade negra e com os cidadãos.
 
O parlamentar argumentou ainda que o prefeito pode ter prerrogativa legal para a decisão, mas no seu ponto de vista no momento atitude seria imoral.
 
Os vereadores apoiaram a manifestação da Comissão e assinaram a moção de apelo direcionada ao prefeito.
 
A moção de apelo ressalta que caso gerou uma comoção social e repercussão nacional e a Prefeitura deve esperar o resultado da sindicância por questão de respeito à sociedade.
 
Entenda o caso
 
O Diário Oficial do Municipal no dai 30 de julho trouxe a exoneração de Carla Maria Campos. Ela foi acusada de racismo e assédio moral contra duas funcionárias, uma terceirizada e outra concursada. No dia 10 daquele mês as vítimas registraram um boletim de ocorrência na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).
 
Segundo a denúncia registrada na Polícia, há cerca de um ano e meio a chefe de gabinete mantinha a funcionária Benedita Maria dos Santos, de 60 anos, em situação degradante e a submetia a constrangimentos na própria repartição de trabalho. Entre as agressões a vítima relatou no Boletim de Ocorrência que a chefe costumava se referir a ela de forma ofensiva e depreciativa: “Você termina o seu trabalho e vai ficar no quartinho, pois o lugar de gente preta é lá”, costumava afirmar, segundo o relato. Outros funcionários teriam testemunhado os maus tratos e a prática rotineira de assédio moral com conotação racista.
 
Eliani Cristina Florindo, também funcionária pública que acompanhou Benedita à Delegacia, disse que também sofria com frequência comentários racistas e depreciativos a sua cor por ser negra. Segundo consta no próprio dia da denúncia, durante uma discussão entre a chefe de gabinete e o secretário José Paulo Gomes, a agressora a humilhou dizendo que “até você chegar, nós éramos unidos, agora está tudo uma nuvem preta”, afirmou aludindo a sua cor.
 
A atitude de Carla Campos, chefe de Gabinete da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, ganhou as redes sociais e gerou protestos.
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