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quarta, 03 de março de 2021
Esportes

Sem força máxima, Águia inicia caminhada na A3

Luiz Muller não contará com todos os jogadores e adianta que usa matemática de olho no Z6 e no G8

28 Jan 2017 - 08h56
Foto: Rovanir Frias/Assessoria SCFC - Foto: Rovanir Frias/Assessoria SCFC -

Na primeira fase do Campeonato Paulista da Série A3, 20 clubes de olho no acesso a Série A2, mas uma preocupação redobrada quanto ao descenso. Assim começa a terceira divisão do futebol paulista neste final de semana e o São Carlos encara o Noroeste a partir das 10h deste domingo, 29, no estádio municipal Alfredo de Castilho, em Bauru.

O técnico Luiz Muller começa sua participação oficial na Águia com várias preocupações. A primeira é o desafio fora de casa na "Cidade Sem Limites"; a segunda não poderá contar com força máxima, pois alguns atletas contratados não tiveram a documentação regularizada; terceiro, iniciou um trabalho do zero, com uma equipe formada praticamente a 60 dias; por fim, duas preocupações conhecidas desde 2016: terá que somar na fase classificatória pelo menos 24 pontos para não temer a 'zona da degola' e 30 pontos para conseguir uma vaga no G8 e manter o sonho do acesso vivo para a Série A2 do Estadual.

Com todos esses problemas, Luiz Muller trabalho a equipe durante a semana focando situações de jogo e procurando montar um onze competitivo para encarar o Noroeste.

"Por ser a primeira rodada, não sabemos como se comportará o adversário, qual sua força, seu esquema de jogo. Tudo é uma incógnita. Conheço alguns atletas que estão no Noroeste, suas características e suas virtudes, mas não sei como eles estarão trabalhando de acordo com as orientações da comissão técnica oponente", disse o treinador.

Desta forma, Muller adiantou que irá montar um time equilibrado com as opções que tem disponível para o primeiro desafio oficial do ano.

"Tenho meu esquema definido e em cima disso vou montar com a sequência das partidas, um padrão tático com várias situações de jogo. Nesta primeira partida vou fazer uma leitura do adversário nos minutos iniciais e orientar meus atletas para a situação ideal. Acredito que possamos conquistar um bom resultado. A obrigação de sair para a partida é deles (Noroeste)", observou o treinador.

DECISÕES

Na primeira fase da A3, o São Carlos fará dez jogos em casa e nove fora. Com uma média de idade de 25 anos, onde alia experiência e jovialidade no elenco, Muller disse que serão 19 decisões e não esconde que já usa a matemática desde a primeira partida.

"Simples: os mesmos três pontos valem para cada partida. A responsabilidade aumenta nesta fase inicial, pois seis equipes serão rebaixadas (Série B). A atenção é máxima. Para fugir do rebaixamento teremos que somar no mínimo 24 pontos", contabilizou. "Para buscar a vaga para a segunda fase, ao menos 30", emendou.

Portanto, para o comandante da Águia cada partida é uma decisão. "Não tem essa que o campeonato está no começo e podemos perder pontos. Isso pode fazer falta no final. Então temos sim que somar e nos garantir. Uma boa arrancada pode ser fundamental lá na frente. Afinal, os 20 clubes iniciam a competição com a ideia de se classificar. Desta forma a A3 pode ser bem disputada", disse.

FAZER HISTÓRIA

O São Carlos foi dirigido por Rafael Guanaes por dois anos e realizou nas temporadas 2015 (bicampeão da Série B) e 2016 boas campanhas.

Agora inicia-se a era Luiz Muller. O técnico fez história no Atibaia, com um acesso em 2013 e excelente campanha em 2015. Permaneceu naquele clube por três anos e chega em São Carlos com a perspectiva de colocar a Águia na segunda divisão do futebol paulista.

"Estou confiante. Montamos um grupo competitivo e vamos trabalhar para dar 'liga' neste elenco. O São Carlos estará forte em 2017", prometeu.

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