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sábado, 17 de abril de 2021
Esportes

São Carlos forma talentos prodígios no hipismo

Luiza e Manuela são destaques no Centro Hípico Damha e sonham em disputar, um dia, os Jogos Olímpicos

06 Nov 2017 - 07h40
Foto: Marcos Escrivani - Foto: Marcos Escrivani -

Há décadas, em várias modalidades esportivas, São Carlos forma talentos que já chegaram a seleção brasileira e estiveram presentes em Campeonatos Mundiais e até mesmo, nos Jogos Olímpicos. Estes atletas chegaram ao ápice ao conquistarem medalhas e colocarem sua cidade natal em destaque no cenário internacional.

A história pode se repetir graças a dois pequenos talentos nascidos em São Carlos: as amazonas Luiza Casale Fauvel de Moraes e Manuela de Paula Oliveira, respectivamente, com 6 e 10 anos. Ainda prodígios, mas que conseguem expressivos resultados no hipismo nacional.

Seis vezes por semana, sob os cuidados do técnico Rogério Fernando Radaelli, 31 anos, treinam intensivamente no Centro Hípico Damha. O São Carlos Agora foi até onde as pequenas amazonas realizam as atividades e constatou a dedicação de um grupo com metas traçadas para os próximos anos, com intuito de evolução e, posteriormente, sonhar com a possiblidade de defender a seleção nacional em eventos internacionais.

FORMAÇÃO

Rogério é descalvadense de nascimento e trabalho no Centro Hípico há 11 anos e possui hoje aproximadamente 60 alunos, com idade a partir de 7 anos (ambos os sexos). Destes, trinta competem em torneios regionais, pelo interior paulista. E em eventos nacionais.

Para ele, formar um ginete ou uma amazona é um trabalho minucioso já que a competição é em dupla (com um cavalo ou uma égua) e deverá, necessariamente, haver sintonia entre ambos.

"O cavalo/égua não é um objeto. É um ser vivo que se torna um companheiro, um amigo. Por isso a sintonia tem que ser perfeita em uma prova onde 70% da performance cabe ao animal e 30% ao ginete/amazona", disse Rogério. "Por isso, para se chegar ao animal ideal é trabalhoso e quando consegue-se esta união, as atividades diárias são intensas, pois trabalhamos os exercícios indicados para cada idade e categoria", disse, ao se referir aos saltos de obstáculos.

SATISFAÇÃO

Segundo Rogério poder formar novos talentos no hipismo é uma satisfação indescritível. Ele afirma que são crianças que começam a tomar gosto pela modalidade e não temem o risco que existe ao praticá-la. "O cavalo pode chegar a pesar meia tonelada. Mas há cuidados a serem seguidos, como muitas proteções. Eles são mansos e adestrados. E que pratica o hipismo, independentemente da idade, sabe dominá-lo", comentou. "Ao presenciarmos estas crianças em competições e disputar de igual para igual com seus adversários é uma satisfação imensa", afirmou, salientando que o treinamento acontece seis dias por semana.

TALENTOS

Rogério afirmou ao SCA que hoje dois talentos estão em formação no Centro Hípico e conquistam resultados animadores. Luiza e Manuela são as exceções.

"Elas fazem parte de uma renovação que ocorre em todas as modalidades esportivas. Se continuar a evolução que cada uma demonstra, sonhar com Olimpíada é algo que pode se tornar realidade. Talento ambas têm. Vontade, determinação e sintonia com os animais também", emendou.

TERCEIRA DO BRASIL

Luiza Casale Fauvel de Moraes tem apenas 6 anos e já é a terceira melhor amazona do País em sua categoria (Aspirante). A medalha de bronze foi conquistada no dia 15 de setembro, quando participou da Copa Brasil de Hipismo José Ribeiro de Mendonça, realizado no Haras Agromen, em Orlândia. Teve como adversárias, 40 crianças de todo o Brasil. Saltou com Brutus.

Em São Carlos, os treinos ocorrem com o inseparável amigo Poseidon Chanteblet, um Brasileiro de Hipismo de 14 anos. "Ele é mansinho. Dou até comida na boca", disse ao SCA, ao mostrar um saquinho contendo pedaços de cenoura e maçã. "Eu não tenho medo", emendou.

Pela idade, Luiza poderia estar se divertindo com bonecas ou então praticar uma modalidade esportiva como natação, dança, entre outras. "Mas minha mãe (Michele) quando era pequena fazia equitação e ela me incentivou e eu adoro cavalos. Eles não são grandes não. São legais e divertidos. E eu gosto de saltar", disse, com autoridade.

Apesar de um talento prodígio, Luiza garantiu que pensa no futuro. "Vai ser legal estar em uma Olimpíada", disse.

APAIXONADA

Manuela de Paula Oliveira, 10 anos garante: "sou apaixonada pelo hipismo. Mas pelo meu cavalo, sinto um grande amor", disse ao se referir à modalidade e ao seu companheiro de competição, Ajax do Cach, um Brasileiro de Hipismo.

Ela compete há 3 anos e meio e iniciou a prática do hipismo por vontade própria. "Vou ser sincera. Eu não ligava muito até vir com meus pais (Almir e Silvana) passear aqui (Centro Hípico). Fiquei encantada com eles (cavalos) e depois de uma semana comecei a treinar", lembrou.

Hoje, Manu garante que se sente muito bem em poder praticar hipismo. "É um momento só meu e dele (Ajax do Cach). Uma sensação que não consigo explicar. Mas que me faz muito bem", ponderou a pequena são-carlense.

Quanto ao futuro, a amazona faz planos. "Hoje disputo GPs e já fiquei em primeiro lugar em alguns. Mas no futuro, que ter a chance de disputar campeonatos no exterior e vestir a camisa verde e amarela. Quero representar o Brasil e sonhar com uma Olímpiada", finalizou a amazona prodígio.

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