quinta, 11 de agosto de 2022
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“Quase octa”, Lewis Hamilton já tem argumentos para ser considerado o maior

07 Jan 2022 - 14h02
“Quase octa”, Lewis Hamilton já tem argumentos para ser considerado o maior -

Por menos de uma volta Lewis Hamilton não foi octacampeão do mundo, se tornando o maior vencedor da história da Fórmula 1. Por enquanto ele é hepta assim como Michael Schumacher, mas com 37 anos a serem completados em janeiro de 2022 e contrato até o final de 2023 com a Mercedes, o britânico terá mais chances.

Com certeza para a temporada 2022 Hamilton será considerado um dos favoritos pelas casas de apostas na internet – veja ainda algumas dicas e bônus para ter uma experiência melhor – apesar da Mercedes ter caído de desempenho e a Red Bull de Max Verstappen ter aproveitado isso.

Mas se tem alguém que consegue dar a volta por cima e voltar a vencer é Hamilton. Em seus sete títulos, Schumacher teve um bicampeonato pela Benetton e quatro temporadas depois voltou a vencer e emendar cinco títulos. Já Hamilton venceu em 2008 pela McLaren de forma muito parecida como a que perdeu em 2021, teve um bicampeonato em 2014 e 2015, perdeu para seu colega de equipe Nico Rosberg em 2016 e voltou para ganhar quatro títulos seguidos em 2017, 2018, 2019 e 2020.

Por que Hamilton já é o melhor?

A escolha sobre quem é o maior piloto da história pode ser bastante pessoal – algo ligado a idolatria – e não tanto focado em números. Os brasileiros sempre terão uma paixão por Ayrton Senna, que tem “apenas” três títulos, mas conquistas muito marcantes e sempre o “e se” condicionado por causa de sua trágica morte em Imola.

Antes de Hamilton e Schumacher o nome de Juan Manuel Fangio sempre aparecia no topo ou próximo dele por suas cinco conquistas por quatro equipes diferentes, algo simplesmente incrível. Sua porcentagem de vitórias (ele venceu 24 das 52 corridas de Fórmula 1 que disputou) é basicamente imbatível.

Mas tanto a maior concorrência, número de corridas superior e a evolução dos carros, montadoras e tecnologia faz as gerações mais recentes terem argumentos sobre uma dificuldade maior para vencer uma corrida, quanto mais um título.

Tanto Schumacher quanto Hamilton tiveram carros incríveis para correr, mas sua qualidade como pilotos foi sem dúvidas a principal razão para as conquistas.

O primeiro título de Hamilton veio em 2008 e à época ele foi o mais novo da história, com apenas 23 anos (Sebastian Vettel bateria essa marca). Depois de anos na formação de pilotos da McLaren e uma trajetória fulminante, o britânico completou seu segundo ano na categoria passando Timo Glock na volta final do GP do Brasil para bater Felipe Massa por um ponto na classificação geral.

Os anos seguintes foram turbulentos na McLaren, conquistando algumas vitórias, mas sem conseguir chegar ao título. A mudança para a Mercedes foi um choque à época, mas a parceria com Nico Rosberg foi de sucesso logo de cara, mas criando uma rixa com o companheiro já que os dois carros eram claramente os melhores. Hamilton ganhou em 2014 e 2015, Rosberg em 2016 (para logo se aposentar).

Após isso Hamilton teve como grande rival Sebastian Vettel e novos pilotos como ValtteriBottas e Charles Leclerc. Não só o britânico os superou como ainda começou a colecionar marcas. Ele é o recordista de vitórias com 103, pole positions (também 103) e pódios com 182. Os títulos de 2017, 2018, 2019 e 2020 foram sem grandes contestações. O de 2021 escapou por muito, muito pouco.

Portanto o oitavo título é apenas a cereja do bolo para afirmar sem muita dificuldade que Lewis Hamilton é o maior piloto de Fórmula 1 de todos os tempos. Será que Max Verstappen e os outros pilotos do grid irão deixar essa afirmação ficar tão óbvia assim?

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