Professores de São Paulo participam de formação sobre Saúde Mental nas Escolas, na sede da Fundación Mapfre. Foto: Divulgação Fundación Mapfre. - A Fundación Mapfre, anuncia o lançamento da pesquisa “Desafios e Boas Práticas para Promoção de Saúde Mental nas Escolas”, realizada em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e coordenada pelo professor doutor Anderson Rosa. O levantamento ouviu docentes da rede pública de educação de São Paulo e Minas Gerais e teve como objetivo identificar o panorama atual do bem-estar psicológico no ambiente escolar, a fim de levantar subsídios para que gestores de ensino e profissionais da educação possam adequar e formatar iniciativas mais assertivas pela saúde mental.
Os dados revelam um cenário de alerta, mas também de oportunidades para a gestão escolar: segundo a pesquisa, 3 em cada 4 respondentes afirmam viver ou presenciar algum tipo de violência psicológica, agressão verbal ou bullying, pelo menos uma vez por semana. Além disso, a saúde mental das mulheres – que compõem 82% da amostra – apresenta maior vulnerabilidade, com 80% mais chances de avaliação negativa sobre seu estado mental em comparação aos homens, agravada pela sobrecarga de trabalho e risco de exaustão (burnout).
Apesar dos desafios, 81% dos educadores afirmaram que já implementam alguma prática de promoção à saúde mental, como rodas de conversa e momentos de interação. Há também um forte desejo de capacitação: 88% gostariam de receber treinamento para aplicar práticas de saúde mental, embora 83% prefiram o apoio de especialistas, como psicólogos para estas atividades. Para Fátima Lima, representante da Fundación Mapfre no Brasil, o cenário na educação tem se mostrado preocupante e a pesquisa comprova uma alta presença de doenças mentais no ambiente escolar. “Sabemos que o sofrimento mental agudo prejudica a capacidade cognitiva e a fixação de conhecimento, sendo a saúde mental o principal desafio atual no ambiente escolar. Se os estudantes estiverem em sofrimento, o processo de aprendizagem geralmente fica comprometido. Ao mesmo tempo, a incidência da doença mental tem impactado a capacidade de o professor realizar bem seu trabalho.”
A pesquisa oferece um diagnóstico valioso para que os profissionais e gestores educacionais e públicos transformem iniciativas isoladas em políticas estruturadas. Algumas das evidências levantadas demonstram a importância de soluções integradas, com ações que incluem mudanças no ambiente físico da escola; rodas de conversa; integração com os aparelhos de saúde pública para encaminhamentos de casos em que seja necessário acompanhamento psicológico; proximidade com as famílias, para um trabalho conjunto de monitoramento e avaliação de comportamentos. Além disso, a limitada compreensão sobre fundamentos de saúde mental entre profissionais sinaliza a urgência de formações sistemáticas, integradas ao calendário escolar e conduzidas por especialistas.
A pesquisa oferece um diagnóstico valioso para que os profissionais e gestores educacionais e públicos transformem iniciativas isoladas em políticas estruturadas. Algumas das evidências levantadas demonstram a importância de soluções integradas, com ações que incluem mudanças no ambiente físico da escola; rodas de conversa; integração com os aparelhos de saúde pública para encaminhamentos de casos em que seja necessário acompanhamento psicológico; proximidade com as famílias, para um trabalho conjunto de monitoramento e avaliação de comportamentos. Além disso, a limitada compreensão sobre fundamentos de saúde mental entre profissionais sinaliza a urgência de formações sistemáticas, integradas ao calendário escolar e conduzidas por especialistas.
Iniciativas como as rodas de conversa e o monitoramento contínuo da saúde mental de docentes e alunos são essenciais para a manutenção do clima escolar. “Diante dos altos índices de risco de burnout, especialmente entre profissionais mais jovens e aqueles com maior carga horária, vemos o quanto torna-se essencial que os gestores invistam em redes de apoio, supervisão emocional e valorização dos profissionais da educação”, afirma o professor doutor e coordenador da pesquisa, Anderson Rosa, que também é Pró-Reitor de Assuntos Estudantis e Políticas Afirmativas na UNIFESP. O estudo aponta, ainda, que técnicas de gestão de sala de aula focadas em comportamentos construtivos, programas de treinamento docente, mentoria entre pares e a promoção de uma cultura escolar inclusiva e acolhedora são fundamentais para fortalecer o bem-estar no ambiente escolar.
No caso dos alunos, outras variáveis também se somam às boas práticas: acesso a áreas verdes, estímulo à atividade física e engajamento familiar são fatores comprovadamente associados à redução do estresse e de comportamentos agressivos, e, por isso, precisam ser observados com atenção pela comunidade escolar.
Outro aspecto importante levantado pela pesquisa é a intersetorialidade, conectando o ambiente escolar às redes de saúde e assistência social (como UBS, CAPS e CRAS), garantindo que os professores atuem de forma pedagógica e preventiva, mas sem que ocorra uma sobrecarga com o cuidado que deve ser clínico.
O estudo teve coleta de dados entre agosto e novembro de 2025 e contou com mais de 400 participantes dos estados de Minas Gerais e São Paulo, localidades em que a Fundación Mapfre possui acordo de colaboração para execução do Programa Viver com Saúde – Saúde Mental nas Escolas, iniciativa da Fundación Mapfre que tem se consolidado, desde 2020, como uma importante estratégia de promoção da saúde mental, oferecendo formação para que educadores atuem de forma autônoma em todo o país e oferecendo materiais pedagógicos gratuitos.





