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terça, 24 de março de 2026
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Chip de testosterona: implante hormonal usado por Zé Felipe requer orientação profissional, alerta especialista

Marcelo Bechara, especialista em reposição hormonal masculina pela Harvard Medical School, explica que o uso do dispositivo exige diagnóstico preciso e indicação médica, especialmente em pacientes com menos de 40 anos

24 Mar 2026 - 05h52Por Crislaine Barboza
Chip de testosterona: implante hormonal usado por Zé Felipe requer orientação profissional, alerta especialista -

Popularmente conhecido como chip de testosterona, o implante hormonal subcutâneo é um veículo de reposição de testosterona, utilizado para o tratamento de hipogonadismo masculino, que consiste na queda do hormônio vital para a saúde masculina. 

Em recente publicação nas redes sociais, o cantor e influenciador Zé Felipe revelou ter realizado exames após perceber baixo empenho sexual, ausência de libido e até falta de energia, aos 27 anos. 

O médico clínico Marcelo Bechara, especialista em Reposição Hormonal Masculina pela Harvard Medical School, destaca que a detecção da desregulação dos níveis de testosterona devem ser avaliadas por meio de exames, especialmente em pacientes com idade inferior aos 40. 

“Apesar dos sintomasque a falta de testosterona pode ocasionar, como energia baixa, ausência de libido, dificuldade de concentração e indisposição constante, o diagnóstico deve ser realizado por meio de um conjunto de avaliações físicas, que incluem exames como o testosterona total e livre”, explica. 

O especialista revela que o uso de testosterona ou qualquer reposição hormonal, sem recomendação médica, pode acarretar graves problemas à saúde. 

“A testosterona não é um suplemento, mas um medicamento hormonal. Por isso, seu uso sem indicação e acompanhamento de um profissional de saúde pode trazer riscos importantes, como alterações cardiovasculares, acne severa, retenção de líquidos, supressão da produção natural do hormônio, redução ou até perda da fertilidade, atrofia testicular, além de aumentar o risco de infarto e AVC”, conclui. 

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