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sábado, 10 de abril de 2021
Criar e Educar

Ter filho? Não caia nessa...

25 Fev 2021 - 15h45Por Thálita Juliana Boni de Mendonça
Ter filho? Não caia nessa... -

O filho é uma extensão de tudo aquilo que vivemos e construímos, seja ele do peito ou do útero. Ele reflete o que vê, o que sente, o que vive, ele explora, ele imita. Tão logo, absorve o que lhe passamos e expõe sua interpretação.

Mas, para que essa absorção surta efeitos positivos faz-se necessário uma adequação ambiental, familiar, conjugal. Não vale esquecer que pais equilibrados tendem a criar filhos sensatos. É exemplo, é atitude, é reflexo, é diretamente proporcional.

Acontece que o cansaço pelo fato de ter que brincar mesmo após um dia cheio de reuniões da empresa, a privação do sono devido a amamentação noturna que o pediatra disse ser essencial para o desenvolvimento infantil, a correria ao sair de casa após o despertador tocar três vezes, mas o sono superar o toque e ter que parar no meio do caminho, mesmo perdendo hora, para deixar o filho na escola e, mais, o fato de não ter um tempo a dois ou sozinho simplesmente para esticar as pernas no sofá e assistir longos episódios da série que está em alta, acabam fazendo da parentalidade um peso.

Naturalmente, não é fácil, não é romântico e não é simples ter que se transformar em um modelo perfeito para que seu filho seja exemplar. Mas, não é a perfeição que sua geração precisa, são de coisas bem mais singelas e, por vezes, gratuitas.

Seu filho precisa de olho no olho, que você se coloque no lugar dele. Seu filho precisa que respeite seu tempo, ele precisa de banhos com longas risadas e muita bagunça com espuma, ele só precisa que você se transforme no personagem preferido dele. Ele não precisa de elogios, mas de perguntas encorajadoras: Nossa! Como você conseguiu fazer isso? Ele precisa ser reconhecido e incentivado.

Sua prole não precisa de pratos caros que só podem ser comprados se você trabalhar doze horas diárias, mas sim de refeições em família rodeadas de conversas sobre como foi o dia de cada um. Ele precisa de mais diálogos, necessita ser perdoado e ter a liberdade de colocar para fora tudo aquilo de ruim que está dentro dele sem que você peça que ele engula o choro. Ele precisa confiar e não se amedrontar. Ele não precisa de um carro ao completar os dezoito anos, mas de pais pacientes e com boa memória a ponto de se lembrarem que já passaram pela mesma fase. 

De firmeza e de gentileza, é o que ele precisa. Amor, confiança, compreensão são três pilares que favorecem o desenvolvimento do ser humano, os ensina, os encoraja. Não se esqueça que afetividade e crescimento cognitivo caminham juntos.

Assim, se você não pode doar-se, compartilhar seu tempo e balancear sua paciência com o seu nervosismo, então anote aí: “Ter filho? Não vou cair nessa”.

 

 

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