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quarta, 18 de setembro de 2019
Direito Sistêmico

O essencial é simples

24 Mai 2019 - 07h05Por (*) Dra. Rafaela Cadeu de Souza
O essencial é simples -

Muitas vezes lendo ou até em palestras não entendemos realmente o que é esse tal “Direito Sistêmico”. Muitos podem achar que é mais da Psicologia que do Direito, que tenha haver com religião ou somente constelação, seja algo exotérico, mas na verdade é “simples”, ele nos coloca a favor de uma nova postura interna, e quem escolhe o profissional é o próprio Direito Sistêmico, pois ele depende necessariamente da abertura do novo e bem como de assunção das próprias responsabilidades e limitações que temos enquanto seres humanos.

Quando adoto uma postura sistêmica, passo a compreender o todo e nos colocamos no lugar do outro e podemos sentir como é aquele lugar. Quando sofremos uma ofensa, é realmente impactante, e podemos de imediato querer retornar a ofensa ou castigar quem provocou, mas podemos também olhar para a raiz dessa ofensa, de onde e como esta nasceu e quem é realmente o responsável ou pode ser que ambos sejam, mas não justifica a existência dela, deve haver consequências jurídicas, mas como lidamos com isso fora do processo judicial ou extrajudicial.

Enquanto profissionais que postura oferecemos ao cliente, receptiva ou combativa, como lidamos com que nos é colocado como conflito, e quais as possibilidades de solução sendo que tudo está na postura ofertada. Podemos desenvolver a escuta ativa e bem como a Comunicação Não Violenta, atualmente existem diversos cursos e palestras sobre o tema de forma gratuita que podemos acessar e implementar nas nossas atividades, e isso não precisa de nada muito elaborado, e podemos já considerar como “sistêmica”.

Não precisamos nos tornar consteladores familiares, podemos começar pela mudança de postura em face do todo, em casa, na rua, com o coletivo, nos grupos e bem como desenvolver outras habilidades, caso assim seja necessário, mas a postura interna de como vejo e recebo tudo pode fazer toda a diferença.

Por isso acredito que a expansão do Direito Sistêmico seja algo salutar para o Judiciário e para os próprios profissionais, que muitas vezes adoecem com o exercício dessa profissão, pois ao abandonarmos as cargas mais pesadas e difíceis e colocarmos no lugar outras ferramentas, como a percepção sistêmica, é uma forte aliada para soluções e com isso os resultados serão satisfativos para um todo.

De tão simples que parece ser às vezes pelo hábito ou por questões internas, pode parecer bobagem ou ilusão, mas o sistêmico eles nasce primeiro em nós e em consequência queremos que o mesmo seja natural e flua para a sociedade como um todo, pois em tempos de tecnologias tão avançadas que podem até mesmo substituir o ser humano, o regaste da humanização e da sensibilidade profissional jurídica, pode ser o diferencial deste século.

Assim, não precisamos de grandes feitos ou cursos, mas uma mudança de postura pode ser algo que somente depende de nós e é “simples” ou não, vai depender única e exclusivamente do próprio profissional!!!! Gratidão, bom final de semana!!!!

A autora é advogada sistêmica, Presidente da Comissão de Direito Sistêmico e da OAB Concilia de São Carlos-SP, formada pela primeira Turma do Curso de Gestão da Advocacia Sistêmica de São Paulo/SP. 

Esta coluna é uma peça de opinião e não necessariamente reflete a opinião do São Carlos Agora sobre o assunto.

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