
Reajuste de 6,79% elevou o valor mínimo para R$ 1.621 e já impacta pagamentos e recolhimentos feitos neste início de ano
Desde 1º de janeiro, o valor mínimo dos benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passou por reajuste de 6,79%, alcançando R$ 1.621,00 em todo o país. A atualização atinge milhões de segurados e traz reflexos que vão além do benefício recebido: ela altera diretamente os valores das contribuições previdenciárias, que começam a ser recolhidas com base nesse novo piso.
Os segurados que recebem o benefício mínimo começam a perceber o valor reajustado nos pagamentos feitos a partir de 26 de janeiro, seguindo o calendário oficial até 6 de fevereiro, conforme o número final do cartão do benefício.
Contribuições já foram alteradas e exigem cuidado do segurado
Com a elevação do piso previdenciário, as contribuições referentes à competência janeiro — pagas em fevereiro — também sofreram reajuste. Quem contribui para o INSS precisa observar atentamente os novos valores, pois qualquer erro pode comprometer o tempo de contribuição.
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Categoria do segurado |
Alíquota |
Valor da contribuição |
|---|---|---|
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Contribuinte individual ou facultativo no mínimo |
20% |
R$ 324,20 |
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Facultativo – plano simplificado |
11% |
R$ 178,31 |
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Microempreendedor Individual (MEI) |
5% |
R$ 81,05 |
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Segurado de baixa renda (CadÚnico) |
5% |
R$ 81,05 |
Esses valores são calculados com base no novo piso do INSS. Contribuições feitas com valor inferior ao devido, utilização de código incorreto ou escolha inadequada da alíquota podem resultar na invalidação do mês de recolhimento, problema que, na maioria das vezes, só é descoberto no momento do pedido de aposentadoria, o que pode prejudicar a concessão do benefício. Quanto mais tempo demora para corrigir, mais difícil fica.
Consulta é possível, mas orientação não vem pronta
As informações sobre benefícios e contribuições podem ser consultadas pelo telefone 135, pelo site Meu INSS ou pelo aplicativo Meu INSS. No entanto, esses canais têm caráter informativo: exibem dados, datas e valores, mas não analisam a situação individual do segurado, nem indicam se a forma de contribuição está correta ou se trará reflexos negativos no futuro.
Erros comuns que geram prejuízos anos depois
São falhas aparentemente simples, mas que podem reduzir o valor da aposentadoria ou até impedir a concessão no momento esperado.
A Previdência Social exige planejamento contínuo e atenção técnica. Contribuir não é apenas pagar a guia mensal, mas pagar da forma correta, no valor certo e com o enquadramento adequado.
Em um sistema cada vez mais rigoroso, a orientação especializada pode ser decisiva para garantir segurança jurídica e tranquilidade no futuro.
Procurar um advogado para o planejamento previdenciário é uma forma de garantir que as contribuições feitas hoje estejam alinhadas com o benefício esperado no futuro.
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