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quarta, 23 de junho de 2021
Processo estava ‘travado’

Parque São José deve ser asfaltado até o final de 2021

Luta que já tem mais de 30 anos foi retomada por iniciativa do Ciesp São Carlos; obras serão concluídas até dezembro, garante João Muller

06 Mai 2021 - 07h05Por Redação
Ruas sem asfaltamento no bairro é problema que acumula mais de três décadas - Crédito: DivulgaçãoRuas sem asfaltamento no bairro é problema que acumula mais de três décadas - Crédito: Divulgação

Após 30 anos de tentativas, o asfaltamento do Parque São José, em São Carlos (SP), deve se tornar uma realidade ainda em 2021. Parte dos R$ 10,5 milhões liberados pelo Governo do estado de São Paulo para obras contra enchentes no município será destinada para a pavimentação do bairro, em que tantas indústrias estão instaladas.

Essa é uma luta bem antiga, que foi retomada pela Diretoria do Ciesp São Carlos em 2018 com foco na construção do piscinão do CDHU, que seria a única maneira de viabilizar a pavimentação do Parque São José.

Embora essa luta seja antiga, o processo estava travado porque com o asfaltamento do Parque São José iria impermeabilizar a região, potencializando a inundação na baixada do Mercado Municipal e dos comércios, já que a água escoaria direto para lá. Contudo, a obra do piscinão estava travada na Cetesb, que precisaria autorizar a sua realização”, explicou o diretor titular do Ciesp, Emerson Chu.

As primeiras discussões para a retomada do assunto foram realizadas em 2018. “Na época nos reunimos com o [José Galizia] Tundisi e discutimos as possibilidades para resolver esse problema. Criamos uma Comissão com industriais do Parque São José e iniciamos o trabalho junto à Cetesb que, então, compreendeu que a construção da lagoa de retenção geraria baixo impacto ao meio ambiente e liberou a obra”, relatou Chu.

Segundo o secretário de Obras Públicas, João Batista Muller, com a construção do piscinão do CDHU, a pavimentação do Parque São José passou não só a ser possível, como também necessária.

"Nós vamos ajudar, nessa bacia do Simeão, a reduzir o volume de águas pluviais que desce diretamente dentro do CDHU pela Rua da Paz e, consequentemente, chega ao Centro. Então, nós vamos carrear toda essa água do Parque do São José em direção ao piscinão do CDHU para diminuir o volume de água no Centro e também os prejuízos causados para os comerciantes e até para o poder público”, esclareceu Muller, que participou de diversas reuniões com o Ciesp.

RECURSOS

Os recursos do Estado recebidos nesta semana pela Prefeitura serão destinados para ampliação da seção do Córrego na Rotatória Cristo (R$ 856.350,24), muro de arrimo no Jardim Gonzaga (R$ 550 mil) e ampliação da seção da FEPASA à jusante da Rotatória do Cristo (R$ 9.773.980,82).

Contudo, a Justiça determinou que a empresa RUMO se responsabilize pela obra de ampliação da seção da FEPASA, então, a Prefeitura de São Carlos entrará apenas com a contrapartida de R$ 2 milhões e direcionou o restante da verba, cerca de R$ 7 milhões, para a pavimentação e urbanização do Parque São José.

“O Parque São José é um local importante para a cidade, reúne diversas empresas e oferece vagas de trabalho a muitos são-carlenses. A pavimentação e infraestrutura desse parque industrial é uma reivindicação antiga, porém no nosso primeiro mandato pegamos uma cidade endividada, que não tinha como receber recursos porque estava com o nome sujo e, com isso, não tinha as certidões negativas necessárias”, disse o prefeito Airton Garcia.

A obra do Parque São José não foi tão imediata quanto os industriais gostariam, porque depois de colocar a casa em ordem, a Prefeitura ainda precisava atender outras demandas.

“Depois de pagar todas as contas atrasadas e limpar o nome da cidade, foi necessário investir primeiro na saúde e na estrutura viária, com o recapeamento de mais de 3.700 quarteirões, porém nunca deixamos de pedir recursos para o Parque São José. Agora com a liberação desses R$ 10,5 milhões por parte do Governo do Estado e com essa determinação da Justiça, finalmente conseguimos os R$ 7 milhões para deixar o distrito industrial do jeito que todos merecem”, afirmou.

Para o diretor do Ciesp São Carlos, o resultado só foi possível porque teve empenho em todas as instâncias do Município. O presidente de Câmara, vereador Roselei Françoso, também acompanhou de perto esse processo. “As obras de infraestrutura do Parque São José, que englobam pavimentação e drenagem, são fundamentais para São Carlos, primeiro porque resolvem um problema antigo dessa importante região industrial e segundo porque irão auxiliar no combate às enchentes”, destacou.

COMEMORAÇÃO

A notícia do asfaltamento do Parque São José deixou os industriais da região animados. Embora tivessem retomado os estudos para viabilização da obra em 2018, não havia muita expectativa de avanço na ocasião.

“É uma luta de mais de 30 anos. Vimos entrar prefeito em cima de promessa desse asfaltamento, sair prefeito e nada. Teve uma época em que a verba para essa pavimentação até foi liberada, mas por má administração, acabou sendo perdida”, relembrou Antonio Sergio Valverde, diretor de uma indústria de São Carlos.

A condição atual do Parque São José é péssima para quem produz e para os trabalhadores que diariamente passam pelo local. “Quando chove, ali fica um barro que até inviabiliza a passagem. E quando não chove é uma poeira que não tem fim. Agora imagine que muitas indústrias ali atuam com componentes eletrônicos, ou seja, o prejuízo é grande”, completou Valverde.

A informação de que a pavimentação deve ocorrer até o fim do ano foi confirmada pelo secretário de Obras, em entrevista ao Ciesp São Carlos, nesta semana. “Já viabilizamos a abertura de crédito para essa obra, ou seja, já autorizamos a despesa. E ao mesmo tempo já abrimos os processos das quatro obras, então, se as licitações tiverem êxito, em meados de julho teremos concluído as contratações e até dezembro, conseguimos concluir as obras”, finalizou Muller.

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