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quarta, 28 de outubro de 2020
Cidade

Nove meses após enchente histórica, Doria não ajudou São Carlos com nenhum centavo

Estação chuvosa se aproxima e preocupação dos comerciantes aumenta.

16 Out 2020 - 09h22Por Redação São Carlos Agora
Rua Episcopal destruída após enchente que atingiu o centro da cidade em janeiro - Crédito: Arquivo/SCARua Episcopal destruída após enchente que atingiu o centro da cidade em janeiro - Crédito: Arquivo/SCA

O período de chuvas se aproxima e a preocupação com o as enchentes volta a tirar o sono dos comerciantes são-carlenses, principalmente os que possuem estabelecimentos na baixada do Mercado Municipal, região que mais sofre com o antigo problema.

Por duas vezes em janeiro São Carlos foi castigada pelos temporais. Enchentes causaram destruição na região central e em outros pontos da cidade. Muitas lojas foram fechadas, causando desemprego.

No dia 12 de janeiro o município registrou 167,8 mm de chuva em 20 minutos. Maior volume dos últimos 15 anos.

Após os estragos causados em vários pontos da cidade, a Prefeitura de São Carlos solicitou ajuda para a Defesa Civil do Estado de São Paulo.

Membros do governo estadual estiveram em São Carlos, prometeram ajuda, mas segundo prefeitura, nada foi feito. Foto: Arquivo

No dia seguinte o Prefeito Airton Garcia recebeu o coordenador regional da Defesa Civil, Amarildo Callegari, a capitã Fernanda Rafaela Lourenço de Moraes, diretora do Núcleo de Gerenciamento de Emergências da Defesa Civil do Estado de São Paulo e a coordenadora da Secretaria de Desenvolvimento Regional, Edna Martins.

Junto com o diretor da Defesa Civil de São Carlos, Pedro Caballero, dos secretários de Segurança Pública, Samir Gardini e de Serviços Públicos, Mariel Olmo, a equipe da Defesa Civil do Estado vistoriou as áreas atingidas.

Na época, os representantes do Governo do Estado reconheceram a situação de emergência em São Carlos e se comprometeram a ajudar a cidade. O coordenador regional da Defesa Civil, Amarildo Callegari, se prontificou a encaminhar um relatório para o governador João Doria. “O estrago foi grande, tanto que o governador determinou que a vistoria fosse realizada imediatamente. Com a elaboração desse material o Governo do Estado vai ter a dimensão exata dos estragos e como poderá ajudar o município com parcerias e obras de combate às enchentes”.

Ocorre, que passados nove meses, o município de São Carlos não recebeu nenhuma verba do governo estadual para consertar os estragos causados pelas enchentes e nem recursos para obras de prevenção. 

Durante a visita para acompanhar os estragos causados pela chuva, em 13 de janeiro, Edna Martins, coordenadora da Secretaria de Desenvolvimento Regional, disse que o secretário Marco Vinholi solicitou que fosse dada atenção especial e prioritária para São Carlos. “A partir do diagnóstico que será feito pela Defesa Civil serão definidas as ações. Obras de combate às enchentes devem ser articuladas com as demais pastas a partir da Secretaria de Desenvolvimento Regional”, porém, segundo a Prefeitura Municipal, o município não recebeu nenhum centavo.

O São Carlos Agora entrou em contato com o Governo Estadual para saber os motivos da cidade não ter recebido os recursos prometidos. Em nota, a assessoria de imprensa informou que o governo recebeu a solicitação da Prefeitura de São Carlos em reunião realizada em fevereiro. Porém, a liberação de repasses estaduais só pode ser formalizada por meio de convênios, que até o momento a Secretaria de Desenvolvimento Regional e a Defesa Civil não receberam os projetos executivos ou documentações relativas às intervenções urbanas requisitadas pelas município.

Ofício foi a única resposta que a Prefeitura teve até agora do Governo Estadual

A Prefeitura de São Carlos rebateu as informações e afirmou que "todos os trâmites foram cumpridos e os projetos enviados para a pasta do secretário Marco Vinholi, porém a única resposta oficial foi quanto a travessia do córrego do Mineirinho, como consta no ofício".

Verba federal

Logo após as enchentes, o prefeito Airton Garcia esteve em Brasília em busca de recursos para obras contra enchentes. Na capital federal ele participou de audiências com o ministro do Desenvolvimento Regional do Brasil, Gustavo Henrique Rigodanzo Canuto e se reuniu com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, porém até o momento o município ainda não recebeu nenhum repasse do governo federal para obras de combate a enchentes.

Piscinão e duplicação da Praça Itália

Por ora, o que se tem de concreto é a construção de um piscinão no CDHU e a duplicação do viaduto da Praça Itália.

O piscinão está sendo construído após assinatura de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) envolvendo a MRV Engenharia e a Prefeitura de São Carlos.  Além de ajudar na contenção das águas na região da CDHU, o piscinão vai diminuir 15% o volume de água que chega na região do Mercado Municipal.

Já as obras de duplicação do viaduto da Praça Itália deverão ser executadas pela concessionária RUMO, que anunciou em setembro investimentos na ordem de R$ 50 milhões na cidade. A RUMO está assumindo a obra que anteriormente seria concluída pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT). “Esses projetos estavam no DNIT, porém serão executados pela concessionária, já que a empresa renovou o contrato de concessão da malha paulista. Isso faz parte da outorga onerosa. O projeto foi readequado com utilização de novas técnicas e já foi aprovado”, explicou na época, o chefe de gabinete da Prefeitura, José Pires (Carneiro).

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